Marcelo elogia “cultura cívica” dos portugueses e destaca capacidade para uma autogestão da pandemia

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, deixou esta terça-feira um agradecimento especial aos portugueses, que têm compreendido todas as mensagens dirigidas nesta fase de pandemia. 

Simone Silva

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, deixou esta terça-feira um agradecimento especial aos portugueses, que têm compreendido todas as mensagens dirigidas nesta fase de pandemia.

Em declarações no final da reunião do Infarmed, Marcelo disse ser “impossível não agradecer aos portugueses o compreenderem as mensagens que lhes têm sido dirigidas nos últimos dois anos”.

“Sempre perceberam e atuaram em conformidade, inclusive, relativamente ao período festivo que acabamos de viver”, disse. “Apelos das autoridades tiveram sempre em medidas de proteção, testagem e vacinação, uma resposta massiva dos portugueses”, acrescentou.

Para Marcelo, a população “tem demonstrado uma alta literacia na resposta aos apelos sanitários, o que quer dizer que há várias maneiras de ver a literacia”, uma coisa é a escolaridade, outra “é a cultura cívica, a experiência que os portugueses têm demonstrado”, frisou.

“Os portugueses têm respondido afirmativamente, mostrando capacidade, que eu diria ser para uma alta literacia, no domínio da proteção da sua aúde e da saúde de todos”, disse.

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Marcelo concorda também que a pandemia está numa fase em que é útil reconhecer a capacidade dos portugueses para “assumirem uma autogestão da pandemia”, como foi defendido pela especialista Raquel Duarte no encontro de hoje.

Sobre a pandemia e o que foi dito na reunião, Marcelo destacou que “o  aumento significativo do número de contágios e de casos não tem correspondência em termos de internamentos, internamentos em cuidados intensivos e em termos de mortes”.

“A explicação dada pelos especialistas é simples: esta variante ataque essencialmente as vias aéreas, mas não ataca identicamente os pulmões. Portanto, tem repercussões em termos de gravidade da doença e de efeito de internamento, cuidados intensivos e mortes, muito inferior ao que se passava com variantes anteriores”, afirmou aos jornalistas.

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O responsável sublinhou também a “importância da vacinação”. “Olhando para os valores de internados, internados em cuidados intensivos, vacinados e não vacinados, é muito significativo o efeito da vacinação prevenindo a gravidade, os internamentos e as mortes”, disse.

(Em atualização)

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