Raquel Duarte, especialista do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, deixou os habituais conselhos para seguir esta fase da pandemia em Portugal, defendendo um alívio de medidas, mas com a possibilidade de voltarem a ser impostas em situação de alerta.
Na sua intervenção na reunião do Infarmed, a responsável pede que exista uma melhor comunicação de risco perante o público, com a mensagem a centrar-se em assuntos como o modo de fazer o autoteste e o que fazer perante um resultado positivo.
É também feito um apelo ao envolvimento comunitário no combate à pandemia, mantendo-se o uso de máscara, entre outras medidas de segurança, mas privilegiando a autoavaliação do risco.
Assim, Raquel Duarte sublinha que o plano para os próximos tempos deve passar pela redução das medidas restritivas e uma transferência da avaliação do risco para a população.
Ainda assim, existem “sinais de alerta”, incluindo os internamentos e outras linhas vermelhas, que permitam ativar restrições caso seja necessário, uma possibilidade que não descarta.
A proposta da investigadora inclui ainda a manutenção de uma série de medidas gerais, entre as quais o uso dos certificados digitais, os testes frequentes ou a proibição de consumo de bebidas alcoólicas na via pública.
Caso a pandemia se agrave e seja ativada a situação de alerta, há medidas que devem entrar em vigor, incluindo o teletrabalho sempre que possível, a intensificação de testes, a limitação da lotação na restauração e nos eventos públicos.
Para além disso, insistiu ainda a especialista, a autoavaliação do risco e a responsabilização de cada cidadão devem ser integradas na nova estratégia de combate à Covid-19.












