Baltazar Nunes, do Instituto Ricardo Jorge, falou na reunião do Infarmed sobre o impacto da Ómicron na população portuguesa, estimando diversos cenários para os próximos meses.
Esses cenários oscilam entre os 40 mil casos por dia e os 130 mil casos, um máximo que segundo o especialista, pode ser alcançado já na próxima semana, a segunda do mês de janeiro.
Com o levantamento das restrições, os casos vão aumentar e por isso, adiantou, “o pico da incidência será na segunda semana de janeiro”. Apesar disso, ressalva, é esperado que a infeção atinja um plateau e depois possa começar a descer.
Tendo em conta o número esperado de infetados, o responsável sublinha que “o triplo desses indivíduos”, contando com já com os contactos de risco, “vai necessitar de ficar de quarentena, ou faltar ao trabalho”.
“Assumindo esses valores, podemos dizer que o total de pessoas que podem estar isoladas, pode variar entre 4 a 12% da população, de acordo com os diferentes cenários e este valor pode observar-se, já esta semana ou na segunda semana de janeiro.
Ainda com base nos cenários estimados pelo INSA, espera-se que as hospitalizações em enfermaria possam ficar entre as 1.300 camas e as 3.700 camas na última semana de janeiro, ou primeira de fevereiro, no pior cenário. Já em UCI, esperam-se entre 180 e 450 camas, na primeira ou segunda semana de fevereiro.
(Em atualização)











