Pedro Pinto Leite, especialista da Direção Geral da Saúde (DGS), iniciou a sessão no Infarmed sublinhando que Portugal está “numa fase diferente” da pandemia, com valores “históricos” em termos de casos.
Segundo o responsável, a incidência atual é de 2007 casos por 100 mil habitantes, mais 131% relativamente à semana anterior. Na última semana, houve em média 21 mil casos por dia.
Quanto aos grupos etários, verifica-se uma subida da incidência em todos, “sobretudo nos mais jovens”, sendo que a faixa entre os 20 e 29 anos continua a ser aquela onde esse indicador é mais elevado (3.784 casos) , seguido pelos 40 aos 49 anos (2.921).
No que diz respeito às regiões, há um aumento da incidência em todo o país, com maior destaque para Lisboa e Vale do Tejo e Madeira, adiantou ainda Pedro Pinto Leite.
Sobre a testagem o especialista adiantou que na última semana fizeram-se cerca de 1,7 milhões de testes. Estes tiveram 10,4% de positividade, superior ao valor de referência de 4% estipulado pelo ECDC.
Os internados em UCI estão a 58% da linha vermelha estipulada (255 camas), disse ainda o responsável, adiantando que os internamentos na região de Lisboa e Vale do Tejo aumentaram 49%. Ainda assim, no geral subiram apenas mais 4%. “O risco de internamento é duas a seis vezes menor nas pessoas com vacinação completa acima dos 50 anos”, acrescentou.
Já quanto às mortes, Portugal está com 19 óbitos por milhão de habitantes, numa média calculada a 14 dias. O valor está “muito abaixo” do que já se verificou noutras alturas da pandemia, refere Pedro Pinto Leite, que o considera “estável” e até com tendência “decrescente”.
“Encontramo-nos com uma mortalidade moderada”, refere, sublinhando que o risco de morte é três a cinco vezes inferior nas pessoas com vacinação completa acima dos 60 anos, conclui.









