Um relatório, visto por altos funcionários do Governo britânico, apontou que Vladimir Putin acredita que pode obter uma “vitória parcial”, apesar de membros do Kremlin tentarem convencê-lo de que a invasão foi um desastre, segundo revelou o jornal britânico ‘LBC’ – as forças russas reduziram o foco do seu objetivo original fracassado de derrubar o Governo democraticamente eleito de Zelensky por um regime pró-Moscovo, tendo sido forçado a uma retirada humilhante da capital Kiev. Agora as atenções estão concentradas em capturar o resto do Donbass, parte do qual aliás já era detido por rebeldes separatistas apoiados pela Rússia. Como parte desse avanço, eles esperam tomar Sievierodonetsk, foco de intensos combates nos últimos dias.
Segundo o relatório, da autoria do “principal analista do Reino Unido sobre a Rússia” e visto pelo tabloide ‘The Mirror’, avançou que Putin acredita que as perdas potenciais de 30 mil soldados é um “preço que vale a pena pagar” por tomar as regiões orientais da Ucrânia, acrescentando: “A tentativa da Rússia de alcançar uma vitória rápida e decisiva no Donbass ainda não foi bem-sucedida. Eles ainda estão a avançar, a ganhar 1-2 km por dia.”
“Os russos agora estão a alcançar os sucessos que têm principalmente através de uma luta árdua com ataques repetidos e muito caros de infantaria que lembram 1945 e não 2022”, pôde ler-se no relatório. “Os fracassos grosseiros da campanha de Putin foram até agora muito bem escondidos do público russo – ou mesmo culpar vários funcionários, que foram presos e substituídos. A população russa até recentemente comprou a desinformação de Putin. Vimos uma tentativa dentro do Kremlin de transmitir uma mensagem a Putin e à sua equipa mais próxima de que as coisas estão a dar erradas, talvez até catastroficamente erradas.”
A desastrosa invasão da Rússia provavelmente valeu baixas “devastadoras” entre os seus oficiais de médio e baixo escalão, segundo apontaram os serviços de Inteligência de Defesa da Grã-Bretanha. É provável que se desloquem para a linha de frente “porque são mantidos num nível intransigente de responsabilidade pelo desempenho das suas unidades”.
Uma atualização divulgada pelo Ministério da Defesa britânico assegurou: “Com vários relatórios confiáveis de motins localizados entre as forças da Rússia na Ucrânia, a falta de comandantes de pelotão e companhia experientes e confiáveis provavelmente vai resultar numa diminuição ainda maior no moral e contínua falta de disciplina.”



