“Não há nada que o ligue à morte”. PJ sem indícios de que Clóvis Abreu seja culpado pelo óbito do agente da PSP

As imagens das câmaras instaladas num prédio vizinho da discoteca Mome, onde aconteceu a tragédia, não mostram Clóvis Abreu a agredir Fábio Guerra. 

Simone Silva

A Polícia Judiciária (PJ) já deteve e determinou prisão preventiva para dois dos arguidos suspeitos de serem os responsáveis pelas agressões que levaram à morte do agente da PSP, Fábio Guerra, à porta de uma discoteca em Lisboa.

No entanto, há um outro continua à monte: Clóvis Abreu. Mas segundo fontes citadas pelo ‘Expresso’, não há indícios, na investigação da PJ, que o liguem ao incidente que vitimou o jovem de 26 anos.

“É suspeito de ofensas corporais qualificadas, por agredir alguns agentes da PSP à porta do Mome, mas não há nada que o ligue à morte de Fábio Guerra”, garante uma fonte judicial ao jornal.

Uma outra fonte sublinha que as imagens das câmaras instaladas num prédio vizinho da discoteca Mome, onde aconteceu a tragédia, não mostram Clóvis Abreu a agredir Fábio Guerra.

Segundo as mesmas imagens, Vadym (um dos detidos) terá sido o primeiro a agredir o agente da PSP com um soco que o deixou logo inconsciente. Depois, Fábio Guerra levou um pontapé do mesmo suspeito e três de Cáudio Coimbra, outro dos detidos.

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Clóvis Abreu encontra-se fugido das autoridades e está inclusivamente a ser procurado pela polícia espanhola, que através de uma publicação nas redes sociais, anunciou as buscas.

 

O suspeito tem 24 anos e é filho de um homem que, em Dezembro de 2020, foi morto pela GNR quando reagiu a tiro a um mandado de detenção, em Fernão Ferro, Seixal.

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Recorde-se que Fábio Guerra morreu a 21 de março, “vítima das graves lesões cerebrais que sofreu”, depois de estar em coma desde o dia 19 de março, em que foi agredido, anunciou a PSP na altura.

O incidente ocorreu na madrugada de sábado, pelas 06:30, “no exterior de um estabelecimento de diversão noturna, na Avenida 24 de Julho”, tendo começado com agressões mútuas entre vários cidadãos.

Segundo relatou na altura a PSP, no local encontravam-se “quatro polícias, fora de serviço, que imediatamente intervieram, como era sua obrigação legal”, acabando por ser agredidos “violentamente” por um dos grupos, formado por cerca de 10 pessoas.

Durante a ação policial, um dos polícias foi “empurrado e caiu ao chão, onde continuou a ser agredido com diversos pontapés, enquanto os restantes polícias continuavam também a defender-se das agressões”, adiantou a PSP.

Os agressores colocaram-se em fuga e não foi possível a sua identificação imediata, mas entretanto dois dos suspeitos já foram apanhados e detidos pela PJ, são fuzileiros que se preparavam para partir numa missão das Nações Unidas no estrangeiro nos próximos dias.

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Esses dois suspeitos já foram presentes a interrogatório judicial e o juiz Carlos Alexandre decretou a medida de coação de prisão preventiva a ambos. Um terceiro suspeito  – Clóvis Abreu – continua em fuga.

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