Uma tecnologia criada pela Nasa foi empenhada nos esforços de resgate de sobreviventes presos nos escombros após os violentos sismos que abalaram a Turquia e a Síria na semana passada.
A agência espacial explicou esta terça-feira que os grupos de resgate que trabalham nas operações de salvamento na Turquia receberam um sucedâneo da tecnologia desenhada pela Nasa, adaptado pelo Florida’s SpecOps Group, que permite detetar pessoas presas debaixo da destruição causada pelos abalos, cujo maio teve uma magnitude de 7,8 na escala de Richter.
Protótipos das unidades, de nome Resposta de Emergência a Desastre para Encontrar Indivíduos (FINDER na sigla original, que significa descobridor), foram originalmente construídos pelo Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, em colaboração com o Departamento de Segurança Interna dos EUA, antes de depois licenciarem a tecnologia à SpecOps.
“Em tempos de desastres, a tecnologia pode ser uma salvação. O Finder, uma tecnologia desenvolvida pela Nasa, está a fornecer às equipas de resgate uma ferramenta crucial para localizar e ajudar os que necessitam após o recente sismo na Turquia e Síria”, explicou Bill Nelson, administrados da agência espacial nas redes sociais.
A @NASASpinoff technology called FINDER has been deployed to aid first responders after the devastating earthquakes in Turkey and Syria. This technology helps rescue teams locate people trapped in rubble. https://t.co/jMkLFWR64f pic.twitter.com/vsEYxvzEfQ
Continue a ler após a publicidade— NASA (@NASA) February 14, 2023
O sistema FINDER funciona através do uso de um radar de microondas que deteta movimentações minúsculas do corpo, causadas por processos como os batimentos cardíacos ou a respiração.
“O nosso corpo move-se um milímetro quando o nosso coração bate. Como os destroços não se movem sozinhos, podemos separar cada movimento. Depois, olhamos para ver se essas movimentações são consistentes com batimentos cardíacos e respiração”, explica Jim Lux, responsável pela criação dos protótipos do sistema.
A Nasa está também a partilhar as suas imagens aéreas e de satélite para ajudar nos trabalhos de resgate, salvamento e ajuda humanitária.
Mais de uma semana depois dos sismos, continuam os esforços e as buscas para encontrar sobreviventes, à medida que a esperança diminui.
Os terramotos, segundo os últimos balanços, deixaram um rasto de mais de 40 mil mortos e centenas de milhares de feridos e milhões de pessoas a necessitar de ajuda humanitária urgente.











