Os sismos que abalaram a Turquia e a Síria na segunda-feira passada provocaram, até ao momento, pelo menos 35 mil mortes, segundo o mais recente balanço das autoridades de ambos países.
No local, as equipas de busca e salvamento continuam a tentar resgatar pessoas que ficaram presas debaixo dos escombros e, uma semana após a catástrofe, ainda é possível salvar vidas.
Esta terça-feira, foram retiradas duas mulheres que estavam soterradas em Hatay, uma das províncias mais afetadas, juntando-se assim ao jovem de 18 anos que estava nos destroços em Adiyman e dois irmãos que estavam em Kahramnamaras. Estes são exemplos de vítimas que estiveram à espera de auxílio mais de 200 horas.
Quanto à Síria, a ajuda internacional tem demorado a chegar às partes controladas pelos rebeldes, após anos de conflito e uma crise humanitária que gerou dificuldades adicionais aos sobreviventes que carecem de alimentos, abrigo e medicamentos, enfrentando condições meteorológicas adversas que os obrigam a lutar contra a possibilidade de congelamento.
Para criar mais opções para que as equipas entrassem na Síria, o presidente Bashar al-Assad abriu mais dois postos fronteiriços entre o país e a Turquia para permitir a entrada de ajuda na região norte, decisão que a Organização das Nações Unidas (ONU) saudou.
Até ao momento, mais de 9.200 funcionários estrangeiros estão a participar nas operações de busca e salvamento da Turquia e cerca de 100 países já ofereceram ajuda, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros do país.




