A Associação da Comunidade de Afegãos em Portugal (ACAP) quer que o homem que, esta terça-feira, matou duas mulheres num ataque ao Centro Ismaelita em Lisboa, seja condenado à pena máxima em Portugal (25 anos de prisão).
O ataque de ontem, levado a cabo por um refugiado afegão, deixou ainda outra pessoa ferida com gravidade. Em comunicado, citado pela TSF, a ACAP condena os crimes e pede ao Governo que atue e considere aplicar a pena máxima ao autor do ataque.
“Aproveitamos a oportunidade para solicitar ao sistema do governo português que considere a pena máxima para o agressor com base nas leis e nos regulamentos judiciais do país”, defende a associação, sustentando ter “confiança” nos tribunais portugueses.
A comunidade classifica o ataque como um “ato criminoso” e um “crime grave contra a Humanidade” e por isso quer que a investigação seja feita ao mais ínfimo pormenor, e que os resultados e conclusões das autoridades sejam “partilhados com o público”.
A ACAP apresenta as condolências às famílias das vítimas e espera uma “rápida recuperação dos feridos”, sustentando que defende uma “comunidade forte e pacífica onde todos possam viver em paz e harmonia, independentemente da sua raça, cor, etnia e ou diferenças linguísticas”.
No ataque desta terça-feira, o refugiado afegão atacou as vítimas com uma faca de grandes dimensões. Já com a PSP no local, e com as autoridades a tentarem travá-lo, terá ignorado as ordens e investido contra os agentes. Acabou baleado numa perna, tendo sido hospitalizado e sujeito a cirurgia aos ferimentos.
As motivações do ataque não são, para já, conhecidas, numa altura em que as autoridades desenvolvem buscas na casa do autor do ataque, que vivia com os três filhos menores em Odivelas.










