Tem 40 anos, três filhos, vivia em Odivelas e sofria de “distúrbios emocionais”: Quem é o homem que atacou o Centro Ismaelita

Com o estatuto de refugiado, o homem estava a ter aulas de português no Centro Ismaelita de Lisboa, a par de receber apoio alimentar.

Pedro Gonçalves
Março 28, 2023
14:43

O ataque à faca no Centro Ismaelita, que deixou duas mulheres mortas e outros dois feridos, está a chocar a opinião pública e motivar várias reações de repúdio e de solidariedade para com as vítimas. Aos poucos, vão sendo conhecidos detalhes sobre o homem que levou a cabo os crimes, sem que ainda sejam claras as suas motivações para o episódio de extrema violência.

O atacante, de 40 anos, é de nacionalidade afegã e chegou a Portugal em 2021, com os três filhos menores (de 4, 7 e 9 anos), segundo o Expresso. Estava a viver em Odivelas e deslocar-se-ia ao centro da comunidade ismaelita para ir buscar alimentos àquele local, que tem uma longa tradição de prestação de apoio e ajuda solidário a refugiados de todo o mundo.



Antes de vir para Portugal, estava num campo de apoio a refugiados na Grécia, tendo vindo para Lisboa no âmbito de um acordo, que teve o apoio da fundação Aga Khan. De acordo com o Correio da Manhã, a mulher do atacante morreu num campo de refugiados, antes do afegão vir para o nosso País.

Com o estatuto de refugiado, o homem estava a ter aulas de português no Centro Ismaelita de Lisboa, a par de receber apoio alimentar.

Segundo relataram fontes da comunidade ismaelita, não haveria historial de violência, verbal ou física da altura em que frequentava o centro. No entanto, a CNN Portugal relata que três vítimas (as duas mulheres feridas e um professor ferido) teriam sido ameaçadas recentemente pelo atacante.

As mesmas fontes da comunidade relatam que o afegão tinha “distúrbios emocionais”.

A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Contra-Terrorismo, está a tentar perceber se o ataque teve motivação terrorista ou se se tratou de um caso isolado com motivos de índole pessoal.

Depois de ter esfaqueado mortalmente as duas mulheres, e de ter deixado a outra vítima ferida, e já com os agentes da PSP no local, investiu contra as autoridades que o tentavam travar, pelo que desobedeceu e acabou baleado numa perna.

Foi transportado para o Hospital de São José, em Lisboa, onde foi sujeito a cirurgia para tratar dos ferimentos.

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