Nova greve de professores arranca hoje: Docentes fazem paralisação no último tempo de aulas

Uma nova greve de professores, desta vez ao último tempo de aulas, arranca esta quarta-feira em todo o país, convocada pela plataforma de nove organizações sindicais contra o novo regime de recrutamento e pela recuperação de todo o tempo de serviço.

Executive Digest com Lusa
Março 29, 2023
6:15

Uma nova greve de professores, desta vez ao último tempo de aulas, arranca esta quarta-feira em todo o país, convocada pela plataforma de nove organizações sindicais contra o novo regime de recrutamento e pela recuperação de todo o tempo de serviço.

A paralisação chegou a estar programada para esta segunda-feira, mas segundo o comunicado da FENPROF, o Ministério da Educação considerou ilegal as paralisações previstas para hoje e amanhã, por não terem sido convocadas com 10 dias de antecedência.



Além da greve ao último tempo letivo de cada docente, arrancam também greves ao serviço extraordinário, ao sobretrabalho e à componente não letiva, sem impacto nas aulas dos alunos.

“Ações de luta não vão faltar para podermos pressionar o Governo a resolver problemas que estão a massacrar uma profissão em que há cada vez menos gente”, avisou o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) no dia em que a plataforma informal anunciou o novo conjunto de greves.

Dias depois, o Governo aprovou o novo regime de gestão e recrutamento de professores, que tinha estado a ser negociado entre o Ministério da Educação e os sindicatos do setor durante mais de cinco meses, sem que se chegasse a um acordo.

No diploma, permaneceram medidas que os representantes dos docentes tinham classificado como “linhas vermelhas”, designadamente a possibilidade de professores com horário incompleto darem aulas em duas escolas e a criação de conselhos de zona pedagógica, constituídos por diretores escolares, para fazer a gestão dos horários.

A principal reivindicação é, no entanto, a recuperação de todo o tempo de serviço que esteve congelado (seis anos, seis meses e 23 dias) de que as organizações sindicais dizem não abdicar.

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