António Saraiva está há 13 anos ao leme da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), mas esta quinta-feira decide-se quem vai liderar os órgãos sociais. “Foram 12 anos de grandes mudanças em Portugal e no mundo”.
António Saraiva nasceu em novembro de 1953 em Ervidel. Dedicou mais de quatro décadas da sua vida ao associativismo e é atualmente especialista em Corporate Diplomacy e associativismo. “Sempre defendi o associativismo, designadamente o associativismo empresarial”, disse.
O seu percurso profissional começou aos 17 anos como operário metalúrgico na Lisnave, o maior reparador naval em Portugal. Foi depois, Diretor Comercial na Metalúrgica Luso-Alemã e Presidente do Conselho de Administração da Metalúrgica LusoItaliana, SA.
Foi ainda membro da Direção da Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos de Afins de Portugal (AIMMAP), de 2001 a 2003, vice-presidente de 2004 a 2006 e presidente de 2007 a 2009.
António Saraiva é, desde 2010, o Presidente da CIP, a maior associação empresarial do país, vice-presidente do CES – Conselho Económico e Social e da BusinessEurope, a confederação de empresas europeias que representa as principais confederações de 35 países europeus.
O líder da confederação dos patrões foi já galardoado com a Comenda da Ordem do Infante pelo Presidente da República Portuguesa, e condecorado Cavaleiro da Ordem de Mérito da República Italiana pelos serviços prestados no desenvolvimento das relações económicas entre os dois países.
Em novembro de 2022 foi também distinguido com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Lusófona.
Na sua carta anual aos empresários, e também a última enquanto Presidente da CIP, António Saraiva despedia-se da confederação dos patrões alertando que “Portugal não sai bem deste período”, considerando que “infelizmente 2022 não foi o momento da viragem necessária”.
“Estes mandatos atravessaram um período muito especial da nossa história comum, com Portugal a ser confrontado com desafios (para usar um eufemismo) novos e muito duros”, disse António Saraiva, sublinhando que foi Presidente da CIP quando Portugal foi intervencionado pela troika e durante uma crise setor financeiro que levou à falência de bancos de referência da economia nacional.
“Foram 12 anos de grandes mudanças em Portugal e no mundo. Estamos hoje mais fortes e penso que posso afirmar que a CIP esteve sempre do lado certo da história, esteve sempre à altura das suas responsabilidades e com um posicionamento pró-ativo em defesa da iniciativa privada, das empresas e do desenvolvimento do país”.
Hoje realizam-se as eleições para os órgãos sociais da CIP, entre as 11 e as 16 horas, na sede da CIP, em Lisboa. A tomada de posse dos titulares da maior e mais representativa confederação empresarial portuguesa – mais de 150 mil empresas – está marcada para 12 de abril.
As eleições contam com a candidatura da lista – única – liderada por Armindo Monteiro.
António Saraiva, cumpre, assim, quatro mandatos e meio, que correspondem a 13 anos de exercício, sendo candidato à presidência da Assembleia Geral.








