As ações do Deutsche Bank e do UBS caíram acentuadamente esta sexta-feira no Dax 40 e na bolsa suíça, alimentando os receios de contágio financeiro após os graves problemas no Credit Suisse.
Os títulos do banco alemão caíram até 9% (os dos suíços perdem mais de 6,3%, a 16,7 francos por título), o que levou o Deutsche Bank à faixa dos 8,6 euros por ação, novo mínimo desde outubro. A queda acumulada desde o início da turbulência é de mais de 20%, apontou esta sexta-feira o jornal espanhol ‘El Economista’.
O JPMorgan, num relatório publicado esta semana, fez referência à possível turbulência que iria enfrentar a dívida subordinada do Deutsche Bank nos mercados após o caos financeiro nos Estados Unidos e na Europa. “Na nossa opinião, o processo de redução de risco pode permanecer muito desafiador, o que significa que os spreads bancários pelo menos permanecerão amplos”, escreveram os analistas.
A compra do UBS pelo Credit Suisse não acalmou os ânimos no sector bancário. “Os investidores continuam cautelosos em relação aos bancos e querem proteger-se contra um possível contágio”, garantiu Noel Hebert, analista da ‘Bloomberg Intelligence’.
Embora seja verdade que nos últimos três anos o banco alemão voltou aos ‘números verdes’ nos seus resultados, o Deutsche Bank carrega ainda um fardo muito pesado: as perdas bilionárias de 2019, que ‘derreteram’ os benefícios de anos. O primeiro banco comercial privado na Alemanha teve um prejuízo líquido de 5.718 milhões de euros em 2019. Desde então, sempre que houve turbulência bancária, o Deutsche Bank tornou-se o alvo favorito dos pessimistas.










