Não pagar um empréstimo pode levar a diferentes consequências, todas elas graves, e é importante saber reconhece-las em especial numa altura de aumento das taxas de juro e do custo de vida.
Antes de pedir um crédito é importante que calcule a sua taxa de esforço e se terá capacidade para o pagar para nunca viver esta situação de incumprimento.
Saiba, o que acontece se entrar em incumprimento de crédito:
Vai passar a constar da lista negra do Banco de Portugal:
Esta é uma base de dados que reúne as informações sobre os créditos contraídos em Portugal, e na qual consta não só o historial de todas as pessoas (singulares ou coletivas) que recorreram ao crédito, mas também o estado em que se encontram esses empréstimos.
Se entrar em incumprimento, o nome de uma pessoa fica comprometido nesta base de dados, o que o significa, entre outras consequências, que não pode contrair outros empréstimos até cumprir com as suas obrigações.
Pode ter dificuldade em arranjar um emprego:
Pode vir a ter dificuldades na altura de encontrar emprego, uma vez que alguns empregadores podem pedir para ver o historial de crédito do candidato.
Problemas legais:
Quando não consegue pagar, quer imediatamente resolver a questão com o banco, porém a instituição pode não perceber as suas razões e leva-lo a tribunal.
Pagamento de juros de mora:
Os juros de mora são encargos que vão surgir com o atraso no pagamento. O valor a pagar será igual à prestação mensal mais os juros moratórios e uma comissão. No caso de dívida a entidades financeiras, esta sobretaxa não pode ser superior a 3%.
Salário penhorado:
Quando já existe um processo a decorrer em tribunal, pode ser ordenada a penhora do seu vencimento mensal.
Não se podem penhorar salários abaixo do salário mínimo nacional à data da decisão.
Perder a casa:
Se se tratar do incumprimento de pagamentos no que diz respeito ao crédito habitação, a pior das consequências é a entrega do imóvel ao banco, se estiver em causa um crédito hipotecário.
Taxa de juro implícita do crédito à habitação sobe para 2,217% em janeiro













