Ensaio VW Golf GTE 245cv  

Uma viatura mais ecológica mas também mais desportiva.

Executive Digest

Jorge KM Farromba

É sabido que a VW foi a empresa que mais investiu na eletrificação mas também para poder cumprir as rigorosas normas de emissões com médias de CO2 de 95 g/km (neste modelo 36) e, este híbrido, tenta cumprir essa regra, munido do motor 1.4 de 150cv e de um motor elétrico para uma potência combinada de 245cv e cerca de 62km de autonomia em modo elétrico (benéfico em termos fiscais na legislação Portuguesa)



Esteticamente, a marca não muda o desenho tradicional do GOLF. Mais ou menos estilizado mas todos identificamos nele o modelo que foi um sucesso de vendas desde que surgiu. Hoje, surge dotado de pára-choques mais encorpado, faróis de Led e uma barra azul (híbrido) que acompanha horizontalmente toda a dianteira. Certo é que percebemos estar em presença de uma viatura + ecológica mas também mais desportiva.

Já a assinatura luminosa marca presença com o IQ.LIGHT LED Matrix que “mais não é” do que uma iluminação inteligente da estrada, onde, mesmo em máximos, os blocos de LED se adaptam à estrada, desligando alguns dos LEDs, quando em presença do veículo da frente, ou na presença de veículos em sentido contrário, mas somente nos pontos que colidem com as viaturas. Ao vivo, e depois de utilizar o sistema, a questão que fica é, porque não é standard no setor automóvel.

No interior, dominado pelo típico ambiente germânico – minimalista, funcional e sem grande formas do tablier (que bem aprecio) – destaca-se o painel de instrumentos totalmente digital e de fácil leitura, parametrizável segundo o condutor e o ecrã central de boa leitura mas cujo software exige habituação e aprendizagem inicial.

Os bancos do GTE – quase umas baquets – remetem-nos para o passado e para o primeiro VW, por causa do padrão dos bancos. Bem sentados e com uma excelente posição de condução possuímos na consola central aquela que é, quanto a mim, uma das melhorias a ser efetuada pelas marcas na usabilidade. Assim que se entra no carro, o sistema devia detetar a chave e, automaticamente, não ser necessário ter o botão de start, bem como, ao desligar o sistema, automaticamente ligar o travão de mão automático e o Park. Com isto eliminamos botões e melhoramos a usabilidade.

Encontra-se também disponível o sistema para circular em modo elétrico e híbrido, e para selecionar o modo de condução –, Eco, Comfort, Sport e Individual, onde as diferenças são mesmo óbvias, desde o “cordeiro” ao “lobo”.

E, no terreno?
Bom, saí da Azambuja com 560kms de autonomia e bateria carregada. Circulei em modo híbrido e Eco, diria que, calmamente, mantendo em estrada e autoestrada as velocidades permitidas, algumas ultrapassagens, subidas e descidas, duas ou três interações em modo sport e depois de … 243kms parei com 475kms de autonomia!!! Interessante. Obviamente consigo “derreter” esta autonomia, somente em modo Sport e exigindo a totalidade dos cvs mas, não creio ser isso que se pretendia com o ensaio.

Mais leituras no ensaio!
Continuo a apreciar o conforto germânico. Desde os bancos rijos até ao modo como a suspensão firme mas confortável, pisa o asfalto. A direção é bastante comunicativa e o comportamento em curva muito eficaz, com um competente caixa automática (com patilhas no volante que quase me esqueci de utilizar)

Em resumo, O GOLF mantém intactas as qualidades que sempre o caracterizaram. É daqueles modelos que não engana. Faz quase tudo com eficácia. Atualiza-se e inova-se constantemente e apresenta detalhes que o destacam no mercado.

Num registo mais pessoal, referir que, todas as marcas apresentam hoje sistemas de segurança passiva e ativa fantásticos, como deteção de peões, deteção e travagem automática (possível acidente), sistema de manutenção de faixa de rodagem, de deteção de fadiga, sistemas de iluminação ativos, já para não falar dos ABS, ESP e afins. Quando pensarmos que estes novos automóveis além de poluírem menos, salvam vidas, previnem acidentes (e suas consequências, seja em meio hospitalar, reabilitação e vidas humanas) dever-se-ia repensar este setor e renovar o envelhecido parque automóvel Português

– qualidade de construção, comportamento e soluções tecnológicas

– aprendizagem do software do ecrã central.

Preço final: 41.800€

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