Ensaio AUDI Q4 E-TRON 40

O ADN da marca desta vez revela-se na eletrificação dos seus SUV

Executive Digest

Por Jorge KM Farromba

O design dos Audi sejam eles quais forem possuem uma identidade que se perpetua em todas as gamas, o que os torna facilmente identificáveis no trânsito. Possuem, tal como outros alemães, um traço minimalista, sem recurso a grandes formas – que aprecio – pela diferenciação que conseguem obter mas também porque são modelos com longevidade adequada no mercado
Falar, por isso da estética é sempre um tema sem consensos.



Uns adoram outros não. Pessoalmente, tenho como opinião que este traço estilístico transmite exteriormente uma aura de qualidade, robustez, elegância e diferenciação. E isto é mérito de quem desenha um automóvel, sendo que a Audi normalmente utiliza neste traço estilístico um maior destaque à chapa e menor à superfície vidrada.

O interior respira qualidade, num desenho elegante e novamente imbuído de qualidade, não só percecionada mas real (toquem nos vários plásticos moles que não são meros forros de materiais rígidos mas robustos blocos moles, imunes a ruídos parasitas)
A ergonomia situa-se num patamar elevado, bem como, a qualidade de todos os materiais. A usabilidade é de muito bom nível com a nossa mão a facilmente encontrar os botões desejados.

O painel de instrumentos digital e personalizável é de boa leitura mas, é o volante que se destaca pela forma. Habituámo-nos ao volante redondo e o desportivo “recortado” na parte de baixo. Ora no Q4 tudo é diferente, pois tanto o topo do volante como a base são retas e os restantes, são circulares, quase descrevendo um hexágono. Ao princípio estranha-se o conceito mas depois de alguns kms, revela-se útil e prático, sendo até mais “seguro” de agarrar que os tradicionais volantes.

Relativamente ao espaço interior e, sendo este um modelo que partilha com a VW, Seat, e Skoda a mesma plataforma, resta dizer que espaço a bordo é algo que não falta, nem mesmo na bagageira.

Então onde muda o Q4?

Relativamente ao ID4, o único que tenho base comparativa, são dois excelentes automóveis para públicos distintos.
O Q4 possui uma maior diferenciação e uma qualidade superior de acabamentos mas, diria que é a suspensão a ter maiores diferenças. O ID4 é mais permissivo com o piso, mais confortável e menos dinâmico.

O Audi possui um dinamismo que vai ao encontro do ADN (e do público) da marca, apostando mais na desportividade. Em ambos, nota-se que o motor traseiro o “obriga” a comportar-se como um tudo atrás, sendo que a potência de 204 cv e o peso do conjunto não o colocam no patamar dos desportivos mas dos familiares.

Em resumo, encontramos um competente familiar confortável, com uma qualidade de construção acima da média, competente e dinâmico.
Como preço final o Q4 situa-se nos 55.000€ sendo que o Q4 50 com 299cv e uma autonomia superior o preço final sobre para os 60.000€.

 

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.