A União Europeia (UE) vai contribuir com mais 400 milhões de euros num novo pacote de assistência à Ucrânia, revelou o Comissário do Orçamento Johannes Hahn, esta quinta-feira, em Bruxelas.
O bloco vai, em breve, propor a prorrogação da suspensão de todas as tarifas e medidas de defesa comercial sobre as importações ucranianas, bem como o congelamento das contribuições financeiras de Kiev para participar nos programas da UE enquanto subsistirem os desafios financeiros do país, explicou Johannes Hahn à Bloomberg.
A ofensiva da Rússia está a intensificar-se com a aproximação do dia 24 de fevereiro, quando se assinala um ano da invasão, o que para o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy, significa que uma nova fase do conflito “começou”.
Os principais responsáveis norte-americanos e ucranianos debateram, numa chamada telefónica, não só a situação na linha da frente como os possíveis próximos passos do agressor. O primeiro-ministro polaco delineou um plano potencial da Rússia para cercar a Ucrânia em múltiplas frentes, incluindo a partir da Bielorrússia no norte, onde as tropas do Kremlin têm vindo a juntar e organizar-se há semanas.
A chefe da Comissão Europeia Ursula von der Leyen, o chefe da política externa da UE Josep Borrell, o presidente do Conselho Europeu Charles Michel e 15 comissários reúnem-se em Kiev para a próxima cimeira Ucrânia-União Europeia, que vai decorrer amanhã e será a primeira reunião deste tipo desde que foi concedido à Ucrânia o estatuto de candidato, no dia 23 de junho. O tema deverá ser a continuação do apoio da UE ao governo de Zelensky face à agressão russa.
Nas redes sociais, von der Leyen partilhou o momento da sua chegada à capital ucraniana manifestando a sua satisfação por estar presente. “É bom estar de volta a Kiev, na minha quarta visita desde a invasão pela Rússia. Desta vez, acompanhada pela minha equipa de comissários”, escreveu a chefe da Comissão Europeia na sua publicação no Twitter.
Good to be back in Kyiv, my 4th time since Russia‘s invasion.
This time, with my team of Commissioners.
Continue a ler após a publicidadeWe are here together to show that the EU stands by Ukraine as firmly as ever.
And to deepen further our support and cooperation. pic.twitter.com/zf8fvoNKnG
— Ursula von der Leyen (@vonderleyen) February 2, 2023
A chefe da diplomacia europeia também deu conta da duplicação do número de soldados ucranianos a serem treinados pela UE para 30 mil este ano, com um novo apoio de 25 milhões de euros para a desminagem de áreas recapturadas.
A assistência da UE à Ucrânia atingiu já 50 mil milhões de euros desde o início da guerra em grande escala da Rússia, segundo o chefe da política externa da União Europeia.
A ofensiva militar é justificada por Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia. Esta invasão foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A Organização das Nações Unidas (ONU) apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.952 civis mortos e 11.144 feridos, ao notar que estes números estão muito aquém dos reais.






