Quem é o homem que invadiu o campo durante a partida entre Portugal e Uruguai?

O jogo de Portugal contra o Uruguai, na noite de segunda-feira, ficou marcado por uma invasão de campo onde foram defendidos não só os direitos LGBTQ+, através da bandeira arco-íris, como os direitos das mulheres iranianas. 

Beatriz Maio

O jogo de Portugal contra o Uruguai, na noite de segunda-feira, ficou marcado por uma invasão de campo onde foram defendidos não só os direitos LGBTQIA+ como das mulheres do Irão e ainda a paz na Ucrânia.

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O italiano Mario Ferri entrou em campo no estádio Lusail, durante o Campeonato do Mundo do Qatar, antes de se cumprir uma hora da partida, acompanhado por uma bandeira arco-íris e vestido com uma camisola com a frase ‘Salvem a Ucrânia’ na parte da frente e ‘Respeitem as Mulheres Iranianas’ nas costas.

O público ficou curioso sobre a identidade deste homem que abalou, por momentos, o jogo da seleção portuguesa e distraiu as atenções direcionando-a para as causas mais debatidas atualmente a nível mundial.

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Não foi a primeira vez que o italiano Mario Ferri invadiu um campo de futebol, desde 2010 que ficou conhecido por interromper jogos por causas humanitárias a que se dedica, relatam os meios italianos.

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Em outubro desse ano, interrompeu o jogo do Real Madrid frente ao AC Milan e, em dezembro, ganhou também destaque na Copa do Mundo de Clubes, em Abu Dhabi, com a mensagem ‘Free Sakineh [Libertem Sakineh]’, uma mulher iraniana condenada à morte por apedrejamento sob acusação de adultério. Como tal, foi detido e o seu passaporte confiscado pelas autoridades.

Em 2014, mostrou-se também solidário com as crianças brasileiras e pediu a sua libertação das favelas durante um jogo entre a Bélgica e os Estados Unidos, na Arena Fonte Nova, Salvador, no Brasil, mas a atitude resultou na atribuição de um prazo de três dias para sair do país. A mensagem ‘Salvem as crianças da favela’ fizeram-lhe valer o crime de desordem da ordem pública.

O jogador de futebol amador, que fez parte do clube italiano Tre Flori di San Marino, equipa participante em campeonatos regionais, esteve presente na Ucrânia depois da invasão da Rússia para ajudar os civis a fugir em segurança e a passar a fronteira para a Polónia.

Em Itália e nas redes sociais, o ativista de 34 anos é conhecido como ‘Il Falco’, que em português significa ‘O Falcão’, e manifesta o seu apoio por diversas causas nobres.

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