Defesa antiaérea: NATO vai fornecer à Ucrânia centenas de sistemas inibidores de drones russos e iranianos

“Muito em breve a NATO vai entregar os sistemas antidrone à Ucrânia”, garantiu Jens Stoltenberg.

Pedro Zagacho Gonçalves

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, anunciou esta quinta-feira que a Aliança vai fornecer à Ucrânia “centenas” de sistemas inibidores de drones russos e iranianos, em resposta aos pedidos feitos por Zelensky de ajuda para reforço da defesa antiaérea em território ucraniano.

Segundo afirmou o responsável, os sistemas de disrupção e interferência de sinais que irão ser dados à Ucrânia “vão tornar os drones russos e iranianos inúteis”. A decisão foi tomada em reunião dos ministros da Defesa dos países membros da NATO, que contou com a presença de Helena Carreiras, ministra da Defesa de Portugal.

O encontro da NATO desta quinta-feira viu os países membros da Aliança a acordarem com o lançamento do ‘Escudo Aéreo Europeu’, uma nova iniciativa de defesa. Foi assinada uma carta de acordo, com foco precisamente no reforço dos sistemas de defesa antiaérea da Europa.

“O compromisso é ainda mais crucial hoje, quando testemunhamos violentos e indiscriminados ataques com mísseis da Rússia à Ucrânia, que matam civis e destroem infraestruturas essenciais”, disse Mircea Geoana, secretário-geral adjunto da NATO no final do encontro.

O anúncio do envio de sistemas inibidores de sinal de drones surge depois de uma série de ataques da Rússia com mísseis e drones (de fabrico russo e iraniano) que, na última semana, devastaram várias cidades ucranianas, incluindo a capital, Kiev. A ofensiva foi tomada como retaliação à destruição parcial da ponte de Kerch, que liga a península da Crimeia à Rússia, após a explosão de um carro-bomba. Putin declarou o caso como “um ataque terrorista”.

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“Muito em breve a NATO vai entregar os sistemas antidrone à Ucrânia”, garantiu Stoltenberg.

Catorze membros da NATO juntaram-se à Alemanha na assinatura da carta de acordo de lançamento do ‘Escudo Aéreo Europeu’, entre eles Bélgica, Bulgária, República Checa, Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia, Países Baixos, Noruega, Eslováquia, Eslovénia, Roménia e Reino Unido.

 

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