O chefe da diplomacia europeia alertou, esta quinta-feira, que a União Europeia, a NATO e os Estados Unidos vão responder caso Moscovo decida realizar um ataque nuclear na Ucrânia, garantindo que o exército russo seria “aniquilado”.
Josep Borrell, num discurso da cidade belga de Bruges perante a Academia Diplomática Europeia, assegurou que o Kremlin não pode fazer ‘bluff’. “Putin não se pode dar ao luxo de fazer ‘bluff’. Tem de ficar claro que aqueles de nós que apoiam a Ucrânia também não estão a fazer ‘bluff’. E um ataque nuclear à Ucrânia provocaria uma resposta não sob a forma de ataque nuclear mas uma resposta militar tão poderosa que o exército russo seria aniquilado”, garantiu.
Nesse sentido, Kiev deve continuar a ter apoio militar e procurar a via diplomática “sempre que possível”. “Temos de estar prontos para fazer tanto quanto fazemos agora nas negociações de paz. O mundo precisa que a guerra pare”, frisou.
A votação na Assembleia Geral da ONU, no qual foram condenadas as anexações russas de território ucraniano, mereceu ainda assim cinco países a votar favoravelmente, ao passo que 35 outros, incluindo China, África do Sul e Índia, a absterem-se.
“20% da comunidade global decidiu apoiar ou não rejeitar as anexações russas. Para mim, são muitas. Estamos felizes porque a garrafa está bastante cheia mas ainda está um pouco vazia. Temos de continuar a trabalhar para fazer o mundo rejeitar esta guerra com mais clareza”, disse Borrell.













