O artista e ativista italiano AleXandro Palombo está a dar que falar nas redes sociais depois de ter pintado um mural que mostra Marge Simpson, matriarca da famosa família amarela criada por Matt Groening, com o icónico penteado de cor azul, em forma de colmeia, cortado, em solidariedade com os protestos no Irão. O mural foi pintado junto ao Consulado Geral da República Islâmica do Irão, na cidade italiana de Milão.
“The Cut 2” Today #MargeSimpson returns in front of the Consulate General of Iran in Milan. – The original artwork by aleXsandro Palombo had been removed less than 24 hours after its appearance last Thursday #mahsaamini #IranRevolution #OpIran#مهسا_امینی#مهسا_امینی#انقلاب_ملی pic.twitter.com/MpYKIdcCF8
— aleXsandro Palombo (@PalomboArtist) October 11, 2022
A obra, que depressa se tornou viral nas redes sociais, acabou removida após gerar polémica. O artista condenou a eliminação da sua obra, a que chamou “um ato de cobardia”. Palombo voltou a pôr mãos à obra e fez um novo mura no mesmo local, desta vez mostrando Marge Simpson com o cabelo cortado e de tesoura na mão, mas a fazer um gesto obsceno, como que em desafio.
Today, the street art “The Cut” with #MargeSimpson in support of #MahsaAmini which appeared yesterday in front of the Consulate General of the Islamic Republic of Iran in Milan has been censored. Looks like the morality police has arrived in Italy! #StreetArt pic.twitter.com/mwVFWUcecm
Continue a ler após a publicidade— aleXsandro Palombo (@PalomboArtist) October 6, 2022
Os murais de Marge Simpson, que é figura recorrente na arte feita por AleXandro Palombo, dão pelo nome ‘O Corte’ e ‘O Corte 2’ e pretendem mostrar solidariedade para com Mahsa Aminia, a jovem curda de 22 anos que morreu sob custódia policial após ter sido detida pela ‘polícia dos costumes’ do Irão, por estar a usar incorretamente o hijab (véu islâmico).
A morte de Mahsa desencadeou uma série de protestos em várias cidades do Irão, em que mulheres e jovem reclamam o fim da repressão do governo islâmico e a liberdade. Nas manifestações, há registo de dezenas de mulheres detidas e também de algumas mortes, como a de Nika Shakarani, às mãos das autoridades que tentam pôr fim aos protestos.





