Aviação: 12 falências (só este ano) deixam milhares sem voo ou indemnizações

A Confederação Europeia das Associações de Agências de Viagens e Operadores Turísticos reclama protecção dos consumidores face às falências de companhias aéreas.

TitiAna Barroso

A Confederação Europeia das Associações de Agências de Viagens e Operadores Turísticos reclama protecção dos consumidores face às falências de companhias aéreas.

36 falências em dois anos deixam milhares sem voo ou indemnização, avança o Dinheiro Vivo. A Confederação Europeia das Associações de Agências de Viagens e Operadores Turísticos (ECTAA) apela à criação de mecanismo de salvaguarda que assegure que os passageiros não perdem viagens nem o dinheiro, avança o mesmo órgão de comunicação.

Os reembolsos estão longe de estar assegurados, situação que preocupa a ECTAA, em que está filiada a Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), que, ontem, dia 10 de Setembro, distribuiu um documento que alerta os responsáveis europeus para o facto, valorizando por outro lado que quando um passageiro reserva com uma agência de viagens existem mecanismos que protegem o cliente face a essas contrariedades.

O comunicado da ECTAA começa por situar o contexto que leva, uma vez mais, ao alerta dos agentes de viagens europeus: “a Aigle Azur é a entrada mais recente na lista de companhias aéreas que cessaram operações, deixando mais de 13 mil passageiros em terra e milhares de outros com bilhetes que agora não têm qualquer valor. Esta situação, recorrente, sublinha uma vez mais a necessidade de criação de uma protecção adequada aos consumidores face às falências das transportadoras aéreas.”

A segunda maior companhia aérea francesa – Aigle Azur – suspendeu todos os seus voos desde o dia 7 de Setembro. No site, a transportadora anuncia o cancelamento de todos os voos e dá instruções aos passageiros para comprarem outro voo de regresso. Mesmo nestas situações, “os seus passageiros são deixados em terra, no estrangeiro, e têm de comprar novos bilhetes sem terem a perspetiva real de reaver o dinheiro dos voos que não utilizaram na companhia falida”, afirmou Pawel Niewiadomski, presidente da ECTAA, que alerta para a falta de um mecanismo de salvaguarda dos direitos destes clientes. “Não há, simplesmente, qualquer esquema de protecção para os passageiros que compram bilhetes para lugares apenas.”

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Não existe assim um mecanismo de salvaguarda para passageiros que comprem unicamente as passagens de avião, uma vez que a directiva europeia dos pacotes turísticos abrange apenas os passageiros que viajam com um pacote turístico comprado a uma agência de viagens.

Só neste ano já faliram 12 companhias aéreas, número que sobe para 36 se analisarmos os últimos dois anos. A maioria são companhias europeias, mas não só. Na lista que este ano foi inaugurada pela Germania, em Fevereiro, também surgem insolvências na Venezuela, Koweit ou Rússia, avança o Dinheiro Vivo. A ECTAA admite que assistiremos a uma maior consolidação nos próximos anos o que, muito provavelmente, irá causar um maior número de falências ou encerramentos de companhias aéreas.

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