O Lightyear 0 não deixa de surpreender: em testes realizados na Alemanha em condições de homologação do ciclo WLTP, o carro elétrico, que também pode ser movido a energia solar, obteve 0,175, o mais baixo de todos os carros de produção da história. Mas este não é o recorde absoluto.
Today we are thrilled to announce that Lightyear 0 is the most aerodynamic production car in the world!
Our solar car was tested at FKFS wind tunnel in Stuttgart, Germany, to set the record straight when it comes to aerodynamic aptitude.
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— Lightyear (@lightyear_cars) September 15, 2022
Lightyear garantiu que o resultado é surpreendente até para os engenheiros, que esperavam um valor em redor de 0,19. Arjo Van der Ham, diretor técnico da empresa, reconheceu: “Estamos muito orgulhosos deste resultado. Começámos do zero quando começámos a estudar o carro e a sua tecnologia. Colocámos muito esforço nele.”
O Lightyear 0 conseguiu bater o recorde anterior estabelecido pelo GM EV1 de 1996, que registou 0,19. Como exemplo, dois dos carros mais aerodinâmicos à venda hoje são o Mercedes EQS e o Tesla Model S, que reivindicam um valor de 0,20 e 0,208, respetivamente.
No entanto, se também levarmos em consideração os concept cars, o Lightyear 0 não é o carro mais aerodinâmico – o Mercedes Vision EQXX, revelado este ano, obteve 0,17, enquanto o JCB Dieselmax, um protótipo construído para atingir um recorde de velocidade na categoria de carros a diesel, teve um coeficiente de 0,147.
Foram produzidos 946 exemplares da berlina elétrica, que tem pouco mais de 5 metros de comprimento e é capaz de percorrer quase 625 km no ciclo WLTP graças à sua bateria de 60 kWh, o seu motor elétrico de 170 cv, e a energia solar que, por si só, segundo o fabricante dos Países Baixos, permite percorrer até 70 km por dia.
Com um preço base entre 250 e 300 mil euros, este modelo obviamente não está ao alcance de todos os orçamentos. No entanto, após o 0, a Lightyear já está a trabalhar num modelo de entrada mais acessível, com preço de tabela de cerca de 30 mil euros e lançamento previsto para 2026.















