A PSP “está doente”, garantiu a Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP), numa carta aos polícias: segundo o sindicato, existe atualmente “uma tentativa de branqueamento dos problemas pelo Governo e direção nacional” e sugere aos agentes que escolham formas de luta, referiu esta quinta-feira o ‘Correio da Manhã’.
Em particular, os agentes devem abandonar as instalações, numa data a definir, para um protesto silencioso entre as 13h e 13h30. Mas são avançados outros cenários de protesto, desde logo uma atitude pedagógica (não multar) na fiscalização rodoviária, ou (não atuar) no dispositivo criminal da PSP, com saídas apenas para situações de relevo. Por último, é sugerido também uma manifestação de âmbito nacional, também em data a definir, ou outra forma de luta “adequada para a contestação”.
Paulo Jorge Santos, presidente da ASPP, garantiu que o sindicato tem “auscultado os polícias”, um trabalho que “também está a ser feito pelos delegados sindicais pelo país”. “A 10 ou 11 de outubro contamos ter uma decisão final”, revelou o responsável.
Na origem destes cenários avançados está, segundo o sindicato, “a necessidade evidente de recorrer aos protestos para demonstrar a insatisfação dos profissionais”. “O estado de espírito é de revolta na instituição”, pôde ler-se na carta, que faz referência a problemas como a restrição de direitos, o direito à greve, ou a ausência de uma visão para a carreira policial.




