Os Paços do Concelho da Câmara Municipal de Lisboa vai recebebr, esta quinta-feira, a partir das 9h30, uma reunião extraordinária que vai debater as propostas para o plano anti-inflação da autarquia, assim como a decisão da venda em hasta pública de cinco terrenos com um valor base de 20,9 milhões de euros.
O líder da autarquia, Carlos Moedas, comprometeu-se em “consensualizar” um pacote de medidas para ajudar os lisboetas a enfrentar a inflação com a oposição. Publicamente, já garantiu a intenção de não aumentar as rendas municipais — com impacto em cerca de 20 mil famílias — e aumentar a devolução de IRS, tendo deixado também a garantia de “contribuir com mais medidas”, nomeadamente na área da “energia e da saúde”.
Em cima da mesa está o alargamento dos passes gratuitos em Lisboa a mais pessoas – uma medida que visa os estudantes universitários que, não sendo de Lisboa, vêm estudar para a capital portuguesa. Apesar das várias propostas nesse sentido terem sido chumbadas em abril último, Carlos Moedas deu sinais de que poderá ceder nesse campo.
A mobilidade e os transportes estão hoje no centro da mudança. A transição energética e o combate às mudanças climáticas são prioridades. Lisboa já tem transportes públicos gratuitos. Precisamos agora de trabalhar em conjunto para encontrar uma solução integrada para a AML. pic.twitter.com/yMS6sUUm37
— Carlos Moedas (@Moedas) September 21, 2022
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A Câmara Municipal de Lisboa vai ainda ceder um apoio extraordinário de 1.500 euros a mais de 30 mil famílias carenciadas que vivem em Lisboa. Para isso, a autarquia vai recorrer a 4,4 milhões de euros do Fundo de Emergência Social (FES) e distribuir a verbas pelas 24 freguesias da região – as famílias terão acesso a este apoio através de vales de compras em hipermercados, cabazes alimentares, pagamentos de rendas, entre outras, sendo que, em alguns casos, o apoio poderá atingir os 3.000 euros.












