Hoje olhe para o céu: Júpiter vai estar tão próximo da Terra que até as suas luas serão visíveis

“Com uns bons binóculos será possível ver as faixas (pelo menos a faixa central) e três ou quatro dos satélites”, referiu Adam Kobelski, astrofísico da NASA

Francisco Laranjeira

Esta segunda-feira, Júpiter, o maior e mais massivo planeta do nosso sistema solar, vai estar o mais perto da Terra dos últimos 59 anos, tão próximo que será possível mesmo ver quatro das suas luas – Io, Europa, Ganímedes e Calisto.

A partir do fim da tarde, Júpitar vai aparecer mais brilhante nos céus, à semelhança da Lua. Será o momento da oposição, ou seja, quando o objeto astronómico e o Sol estão em lados opostos da Terra, e quando o planeta estará o mais próximo da Terra.

Assim, Júpiter vai estar a “apenas” 590 milhões de quilómetros km de distância da Terra, aproximadamente a mesma distância que estava em 1963. No seu ponto mais distante, o planeta está a aproximadamente 965 milhões de quilómetros. “Com uns bons binóculos será possível ver as faixas (pelo menos a faixa central) e três ou quatro dos satélites”, referiu Adam Kobelski, astrofísico da NASA.

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Kobelski recomendou um telescópio maior para ver a Grande Mancha Vermelha e as bandas de Júpiter com mais detalhes; um telescópio de 4 polegadas ou maior e alguns filtros na faixa verde a azul aumentariam a visibilidade dessas características.

“As vistas devem ser ótimas por alguns dias antes e depois de 26 de setembro”, explicou Kobelski. “Então, aproveite o bom tempo em ambos os lados desta data para apreciar a vista. Fora da Lua, deve ser um dos (se não o) objetos mais brilhantes no céu noturno.”

Júpiter tem 53 luas nomeadas, mas os cientistas acreditam que já foram detetadas 79 luas. As quatro maiores luas – Io, Europa, Ganimedes e Calisto – são conhecidas como satélites galileanos, em homenagem ao primeiro homem que as observou, em 1610, Galileu Galilei.

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O próximo grande projeto de exploração de Júpiter é o Europa Clipper. A missão pretende explorar a icónica lua de Júpiter, Europa, conhecida pela sua concha gelada e vasto oceano que fica debaixo da sua superfície. Os cientistas da NASA pretendem descobrir se Europa tem condições de sustentar a vida. O lançamento direcionado do Europa Clipper está programado para não antes de outubro de 2024.

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