O Tribunal da Relação de Évora rejeitou o recurso do Ministério Público (MP) e mandou refazer a acusação do processo do acidente que conduziu à morte da cantora Sara Carreira, na A1, junto a Santarém, revelou esta terça-feira o ‘Correio da Manhã’. O processo está parado há sete meses, depois de a juíza de instrução criminal de Santarém ter anulado a acusação – o MP não corrigiu o despacho e recorreu para a Relação, pelo que agora o processo volta para trás.
A juíza de instrução considerou não haver explicações, na acusação deduziada em dezembro, se os arguidos Cristina Branco e Ivo Lucas são acusadas de homicídio por negligência simples (punido com pena de prisão até 3 anos ou com pena de multa) ou negligência grosseira (até 5 anos de cadeia). Para o tribunal, a omissão inviabiliza a análise do caso e constituiu fundamento para “nulidade da acusação”.
André Matias de Almeida, advogado da família Carreira, referiu ao jornal diário: “Não quero comentar este tema mas naturalmente aquilo que seria desejável é que tivesse imperado a economia processual e, por essa via, recurso e decisão teriam sido evitados.”












