O Banco de Portugal (BdP) já detetou, em 2022, 60 entidades que não estão autorizadas a conceder crédito em Portugal, o que constitui um risco para os consumidores, apontou esta segunda-feira o ‘Correio da Manhã’, que sublinhou que apesar de a oferta de crédito fácil possa “parecer tentadora para quem julga não ter solução para pagar dívidas antigas”, é no entanto uma forma “de criar um problema ainda maior”: as taxas de juro podem atingir os 300%, denunciou o banco regulador português.
O BdP tem uma lista online dos intermediários de crédito devidamente habilitados a conceder empréstimos em Portugal: em 2021, existim 5.476 intermediários. Mas as queixas têm vindo a subir: desde janeiro, foram detetadas 60 entidades, dos quais um terço dizem respeito somente ao mês de agosto. Em todo o ano de 2021, o BdP emitiu 73 alertas e somente 38 em 2020. O nome dos falsos intermediários pode ser consultado na página oficial do regulador.
Muitas vezes, estas entidades podem ter o nome de uma pessoa, como “Daniel Filipe Gonçalves Martins”, títulos apelativos como “crédito rápido” ou referências a supostas instituições de crédito para dar credibilidade como “PNB Banque”. Têm páginas na internet e presença em redes sociais. O Banco de Portugal denunciou situações em que “pessoas, coletivas ou singulares, propõem ao público a concessão de crédito, exigindo em troca a entrega de cheques pré-datados ou a propriedade de bens imóveis ou móveis, como por exemplo veículos automóveis”.





