Alverca e Santarém são soluções para receber o novo aeroporto, que se juntam assim ao Montijo e Alcochete, e que agora vão ser discutidos entre PS e PSD, revelou esta segunda-feira a ‘CNN Portugal’.
António Costa pretende anunciar brevemente onde será localizada a infraestrutura que vai render o aeroporto da Portela: os planos de Avaliação Estratégica Ambiental vão avançar nas diversas possibilidades mas a decisão sobre os locais onde serão realizados ainda está a ser discutida, sobretudo com o principal partido da oposição, liderado por Luís Montenegro, partido com o qual o primeiro-ministro quer um acordo para a construção do aeroporto.
Para os sociais-democratas, em cima da mesa estão, para além do Montijo e Alcochete, surgem Alverca e Santarém: o primeiro resulta de um projeto de um grupo de engenheiros que tem, nos últimos anos, entregue diversos documentos ao Governo. Já o segundo assenta num consórcio que integra o dono da Barraqueiro, Humberto Pedrosa e recorre a investimento privado.
A localização do aeroporto na margem norte do rio Tejo tem reunido cada vez mais apoios. Políticos, empresários e técnicos defendem que o novo aeroporto seja construído acima do Tejo. “Não faz sentido que seja na margem sul, quando mais de 85% da população que o procura é na margem norte”, sublinhou o socialista João Cravinho, para quem a melhor solução até “seria a Ota”. “O aeroporto é uma medida de desenvolvimento estrutural do país e tem de ser um investimento âncora para o desenvolvimento do território”, defendeu ainda o antigo ministro da Obras Públicas, considerando que, por isso, faz mais sentido colocá-lo no norte do Tejo, onde estão passa a linha do norte e a Alta Velocidade.
O presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, apelou ao Governo para que desista da ideia inicial e opte pela margem norte. “É um erro completo fazer o aeroporto no sul”, frisou, lembrando que o investimento terá de ser muito maior e mais complexo por não haver as ligações de acessibilidade que há na zona norte. O autarca apelou ainda que a base aérea de Monte Real possa ser usada pela aviação civil. “A zona centro é a única do país que não tem um aeroporto regional”, sublinhou.
Humberto Pedrosa, dono do grupo Barraqueiro, integra um grupo de empresários que defende igualmente a localização a norte do rio Tejo, mais concretamente em Santarém, sendo “financiado com investimento privado, nacional e estrangeiro”. Do projeto constam várias etapas, a serem criadas conforme as necessidades em função do crescimento de tráfego: a ideia é começar com um aeroporto regional de uma pista até aos 10 milhões de passageiros por ano e depois ir crescendo até atingir as três pistas e os 100 milhões de passageiros. Os custos do investimento inicial, segundo a mesma fonte, “pode ser inferir a mil milhões de euros”.
O outro projeto do norte do Tejo que poderá vir a ser incluído no estudos de avaliação é o de Alverca, que foi desenvolvido por um grupo de peritos, incluindo Carmona Rodrigues: “Estamos há vários anos a fazer este projeto em Alverca que tem todas as condições para receber o novo aeroporto e é muito perto da Portela”, apontou, ao canal televisivo, Carmona Rodrigues, explicando que este aeroporto teria a vantagem devido à sua localização de se cruzar com a linha do Norte e da alta velocidade.




