Os reformados vão ter, até ao final da vida, perdas nas respetivas pensões, explicou esta 5ª feira o ‘Correio da Manhã’, frisando que o Governo não vai dar às pensões o aumento legal integral em 2023. Ou seja, quanto mais alta for a pensão, mais elevado será o prejuízo.
No caso de um reformado, com 65 anos, que beneficie de uma pensao de 886 euros vai perder, em 23,1 anos, atual esperança média de vida nessa idade, 13.417 euros; um reformado com uma pensão de 2.659 euros vai deixar de receber, nesse período, 38.119 euros; e um pensionista com uma pensão de 5.000 euros vai perder mais de 69 mil euros.
As perdas resultam da solução do Governo, revelou o jornal diário, na qual terão tido uma participação relevante os ministérios das Finanças e da Segurança Social, para aumentar as pensões: pagamento de um bónus de meia pensão, em outubro deste ano, e um aumento inferior ao que resulta da fórmula legal, que tem em conta a taxa de inflação e o crescimento do PIB – o Governo considerou que a atual situação do sistema de pensões não aguenta um aumento de despesa na ordem de 8%.
Jorge Miguel Bravo, especialista em Segurança Social e professor da Universidade Nova de Lisboa, fez diversas simulações que garantem as perdas dos pensionistas: se a taxa de inflação média for de 4% ao ano, um pensionista com 65 anos e uma pensão de 886 euros perderá mais de 16.900 euros, ao longo de 23,1 anos. Neste cenário e no mesmo período, um pensionista com a mesma idade e uma pensão de 5.000 euros perderá mais de 86 mil euros.












