Oleg Morozov, líder da Comissão de Controlo da Duma da Rússia, propõe aos deputados que considerem os Estados Unidos como um agente terrorista e instou as forças armadas russas a atacarem “centros de decisão na Ucrânia”.
Em entrevista à agência de notícias russa ‘RIA’, controlada pelo Kremlin, o parlamentar da câmara baixa do Parlamento da Rússia argumentou que “é agora óbvio que a informação está a ser usada para bombardear cidades russas”. E defendeu que isso deve ser denunciado a toda a comunidade internacional, apelando a que seja convocada uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança das Nações Unidas e a que ao EUA sejam declarados “um Estado terrorista”.
Informações de fontes da Defesa da Rússia, apontam que este domingo, dia 3 de julho, a cidade russa de Belgorod, que faz fronteira com a cidade ucraniana de Kharkiv, foi visada por três mísseis Tochka-U disparados pelas forças de Kiev. Contudo, os mísseis terão sido destruídos pelas defesas anti-aéreas, mas os destroços terão caído sobre Belgorod, danificando 65 casas e matando três pessoas.

Nas redes sociais online, foram divulgados vídeos que alegadamente mostram o momento em que a cidade de Belgorod sofreu o ataque.
⚡️Ночью в Белгороде была слышна серия взрывов
Погибли три человека, пострадали еще четверо, сообщил губернатор Вячеслав Гладков. Повреждены 11 многоквартирных домов и не меньше 39 частных. pic.twitter.com/kgUQ3b6lka
— Pekвием по РФ🇺🇦 #FreeNavalny #НЕТВОЙНЕ (@RuFailedState) July 3, 2022
Sobre o incidente, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, disse que “os responsáveis deverão estar cientes de que terão de pagar um preço pesado se essas provocações continuarem”.
“O objetivo do regime de Kiev é atacar áreas residenciais de cidades com armas sem sistema de navegação. Esta não é a primeira vez que algo semelhante aconteceu”, afiançou a porta-voz, argumentando que o ataque foi orquestrado em articulação entre a Ucrânia e os países ocidentais e que pretende “forçar-nos a uma retaliação, para que possam continuar a alimentar a histeria anti-russa”.













