As faturas de energias dos lares europeus vão aumentar em mais de 2 biliões de euros (2 triliões de dólares) no pico da crise energética no início de 2023, o que revela uma necessidade de intervenção dos governos de toda a europa, alertam analistas do Goldman Sachs.
De acordo com o estudo feito pelos analistas Alberto Gandolfi e Mafalda Pombeiro, no pico da crise energética, as contas de energia vão representar cerca de 15% do produto interno bruto (PIB) europeu, revela a ‘Bloomberg’.
“Na nossa opinião, o mercado continua a subestimar a profundidade, a amplitude e as repercussões estruturais da crise”, escreveram. “Acreditamos que isso será ainda mais profundo do que a crise do petróleo dos anos 1970”.
Na próxima sexta-feira, os ministros de energia da UE irão reunir-se para discutir medidas, incluindo tetos de preços de gás natural e suspensão do comércio de derivativos de energia. Os governos têm já implementado medidas para apoiar as famílias e as empresas no combate à inflação. O executivo liderado por António Costa aguarda pelo final desta reunião para anunciar medidas de apoio às empresas.
De acordo com os analistas do Goldman Sachs, a introdução de tetos de preços na geração de energia poderia economizar cerca de 650 biliões de euros em contas de energia e oferecer aos consumidores e mercados algum alívio.




