“São necessários incentivos fiscais para que as empresas se deslocalizem para o interior”, alerta CEO da Imovendo

O mercado imobiliário continua em alta e o preço dos imóveis continua a aumentar, e o CEO da consultora Imovendo diz que faltam incentivos para que haja uma deslocalização para o interior do país.

André Manuel Mendes

O mercado imobiliário continua em alta e o preço dos imóveis continua a aumentar, e o CEO da consultora Imovendo diz que faltam incentivos para que haja uma deslocalização para o interior do país. Um estudo recente desenvolvido pela consultora mostra que viver fora dos grandes centros urbanos continua a compensar, mas para isso têm que ser criadas condições para uma deslocalização.

“O investimento imobiliário apenas chegará às zonas mais interiores e rurais caso sejam tomadas medidas de desenvolvimento para as mesmas, ou seja, são necessários incentivos fiscais para que as empresas se deslocalizem para o interior, mais condições para que os nómadas digitais possam considerar o interior como uma opção válida”, afirma Nélio Leão, CEO da Imovendo.



Atualmente os distritos do interior mais caros para comprar casa são Évora e Beja, onde o m2 custa entre 1.135 e 1.030 euros, respetivamente, enquanto que os mais baratos são Bragança e Viseu, com valores de 795 e 851 euros, respetivamente.

O estudo dá enfoque a Santarém, que ocupa o primeiro lugar dos distritos do interior com mais procura, tendo sido vendidos nos primeiros 6 meses do ano 3.046 imóveis, mais 7% face a 2021. “O crescimento em Santarém pode justificar-se pela proximidade a Lisboa, o que influencia também a escolha, mas também porque é o distrito do interior com mais oferta”.

 

Comprar casa no Alentejo está mais caro

O Alentejo foi a região do país onde a subida atingiu novos máximos com o preço por metro quadrado (m2) a atingir os 2.700 euros no primeiro semestre de 2022, o que representa um aumento de 55% em comparação com o período homólogo de 2021.

Os dados divulgados pela consultora Imovendo numa análise por regiões mostram que a seguir ao Alentejo surge a zona Centro, onde o preço do m2 dos imóveis para venda atingiu os 1.700 euros, mais 17% do que em 2021, enquanto na zona Norte esse valor se situou nos 1.400 euros, mais 13%.

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