Mercado europeu de escritórios está 11% acima da média dos últimos 5 anos

A Savills, consultora imobiliária internacional, divulgou esta terça-feira uma análise onde dá conta de que o volume de absorção registado no mercado europeu de escritórios no primeiro semestre de 2022 atingiu os 4.3m m², um valor que se encontra 11% acima da média de cinco anos face ao período homólogo.

Mariana da Silva Godinho
Agosto 30, 2022
16:07

A Savills, consultora imobiliária internacional, divulgou esta terça-feira uma análise onde dá conta de que o volume de absorção registado no mercado europeu de escritórios no primeiro semestre de 2022 atingiu os 4.3m m², um valor que se encontra 11% acima da média de cinco anos face ao período homólogo.

O setor mais ativo continua a ser o dos serviços profissionais e empresariais, com uma quota de 21% do total de absorção, em linha com o primeiro semestre de 2021. Seguem-se as áreas de tecnologia, informação e comunicação (20%) e a banca, seguros e finanças (20%), tendo ambos registado um aumento de 6% numa base homóloga.



No sentido contrário, a tecnologia de fabricação avançada, o setor farmacêutico e a indústria registaram uma queda na sua quota de absorção, que passou de 13% para 6% e representa um regresso aos níveis registados em 2020, após estas áreas de atividade terem experienciado uma subida notável em 2021.

Matthew Fitzgerald, Director, EMEA Cross Border Tenant Advisory Savills, refere que “tendo em conta o cenário económico atual poder-se-ia, facilmente, pintar um quadro negativo relativamente ao mercado europeu de escritórios. Contudo, existe ainda uma forte procura de espaço de alta qualidade em boas localizações, que correspondam à cultura da organização e aos objetivos de sustentabilidade”.

Especificamente em Portugal, a análise prevê que 2022 seja o ano em que o mercado marcará um novo recorde histórico acima dos 230.000 m2.

Alexandra Portugal Gomes, Head of Research da Savills Portugal afirma que “durante o primeiro semestre de 2022, o mercado de Escritórios de Lisboa registou um volume de absorção acumulado de 168.339 m2, que corresponde a um aumento de 53% em relação ao mesmo período de 2019, período pré-pandemia, ainda que este resultado tenha sido impulsionado por operações de pré-arrendamento. Lisboa tem sido um dos destinos de eleição de empresas de tecnologia, reunindo todas as condições para o seu estabelecimento e expansão das suas operações”.

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