Mais de 90% dos profissionais do setor de IT recorre ao teletrabalho. “Nas empresas tecnológicas é mais fácil implementar este modelo”

A pandemia veio trazer uma mudança à forma como os trabalhadores veem os diferentes modelos de trabalho. No entanto, dois anos e meio depois de termos sido quase todos mandados para casa o debate trabalho presencial vs. teletrabalho está novamente em cima da mesa.

Mariana da Silva Godinho

A pandemia veio trazer uma mudança à forma como os trabalhadores veem os diferentes modelos de trabalho. No entanto, dois anos e meio depois de termos sido quase todos mandados para casa o debate trabalho presencial vs. teletrabalho está novamente em cima da mesa.

Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que a percentagem atual de trabalhadores portugueses que estão a exercer funções a partir de casa está nos 20%.



Em termos de setores, o de IT tem quase 90% dos profissionais a trabalhar regularmente em teletrabalho, um claro destaque face a outros setores mais tradicionais. Os dados revelam ainda que o regime mais utilizado pelos portugueses é o híbrido.

A Keepler Data Tech, uma empresa tecnológica de análise avançada de dados, explica que a maioria das empresas tecnológicas e de telecomunicações demonstraram maior flexibilidade e estão empenhadas em manter este modelo ou um modelo híbrido largamente flexível.

“Nas empresas tecnológicas é talvez mais fácil implementar e manter este modelo porque os profissionais estão mais habituados às ferramentas e ambientes digitais que facilitam o trabalho remoto, pelo que o impacto no desenvolvimento das nossas tarefas, desde como era antes até como é agora, é mínimo”, afirma a empresa.

“No entanto, estes dois anos têm sido uma curva de aprendizagem maciça, de que há que tirar partido. As empresas que investiram na digitalização do local de trabalho e que foram capazes de medir o desempenho perceberam que é possível oferecer isto aos colaboradores sem prejudicar o desempenho e acrescentar muitos benefícios de equilíbrio trabalho-vida à experiência”.

No entanto, a não descarta o facto de o tecido empresarial produtivo português estar muito concentrado no trabalho presencial, existindo mesmo empregos que, devido às suas funções, estão completamente afastados do trabalho remoto, tais como as profissões relacionadas com artes e ofícios, logística, saúde, turismo e restauração.

“É verdade que o trabalho à distância não é para todos, nem todas as profissões o podem assumir na sua dinâmica de trabalho, mas esta mudança de paradigma não significa que todas as empresas tenham de o implementar numa base obrigatória. Quando falamos de trabalho remoto ou teletrabalho, estamos sempre a falar dos trabalhos de escritório que podem ser realizados com um computador, uma ligação à Internet e um telemóvel. No nosso setor, o setor tecnológico, a mudança de mentalidade é forte e oferecer a máxima flexibilidade é um aspeto fundamental para o colaborador. Aquelas empresas que conseguirem, como nós estamos a fazer, terão uma grande vantagem competitiva, pelo menos por agora”, conclui, Laura Casillas, Chief People Officer de Keepler Data Tech.

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