Durante a sua intervenção no almoço da Câmara de Comércio Luso Espanhola, o Primeiro-Ministro António Costa disse que é preciso Portugal e Espanha trabalharem em conjunto para transformar a Península Ibérica “num dos pontos de produção” de chips da Europa.
Espanha realizou recentemente um PERTE, uma das fileiras do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) espanhol, de 11 mil milhões dedicados exclusivamente aos microchips, o que mostra o compromisso do país vizinho neste segmento de mercado.
“Para transformar Península Ibérica num dos pontos de produção de chips da Europa, temos mesmo que trabalhar em conjunto porque todos seremos poucos para conseguir ter um núcleo forte de produção como a Alemanha, a França, a Itália ou o Reino Unido vão ter.
António Costa acredita que “temos uma excelente oportunidade” porque temos um ótimo ponto de partida que é o Laboratório Ibérico de Nanotecnologia, criado em 2006 com um acordo entre Portugal e Espanha para criar um polo de nanotecnologia em Braga e um de energia na Extremadura espanhola, que vai abrir este ano em Cáceres.
“Temos que ter em Portugal e Espanha um papel crucial nesta matéria. Temos bons pontos de partida, temos recursos naturais para isso, e temos uma posição geográfica única”.













