O Primeiro-Ministro russo Mijaíl Mishustin aprovou esta sexta-feira uma lei que permite o que chamam de “importações paralelas” para a Rússia. Assim, alguns produtos poderão ser vendidos no país mesmo sem o consentimento dos seus fabricantes.
“Esta abordagem permitirá garantir o fornecimento de bens, mesmo apesar das ações hostis de políticos estrangeiros”, disse Mijaíl Mishustin num discurso para a televisão russa.
A lista de mercadorias passíveis de “contrabando” será elaborada pelo Ministério da Indústria e Comércio de acordo com as recomendações transmitidas pelos restantes órgãos governamentais. Informações indicam que estas importações se concentrarão em produtos de consumo onde os preços subiram.
“É importante entender que a importação paralela não significa a legalização de produtos falsificados. Estamos a falar de importação de produtos originais por canais alternativos”, explicou o Ministério da Indústria em comunicado à agência de notícias TASS.
O objetivo de deixar os retalhistas importarem produtos sem a permissão das empresas é o de saturar o mercado para que as pessoas tenham acesso rápido aos bens necessários, garantindo o abastecimento apesar das sanções do ocidente.














