Segundo especialistas, os preços do petróleo podem mais do que duplicar para 250 dólares por barril em 2022, devido às perturbações que a guerra da Rússia está a causar nos mercados globais de energia.
Num relatório do ‘Financial Times’, dois especialistas preveem que o mercado vai ser atingido por um choque de oferta causado pela guerra que a Rússia iniciou na Ucrânia.
“Não voltaremos a fazer negócios normais durante alguns meses”, explica Pierre Andurand, chefe de um hedge-fund especializado em energia à publicação. O especialista acrescenta ainda que prevê que o petróleo chegue aos 250 dólares por barril este ano, pois a Europa está a perder a oferta russa “para sempre”.
Já a previsão de Doug King, responsável do Merchant Commodity Fund, acredita numa subida do recurso para um intervalo entre os 200 e os 250 dólares por barril em 2022. “Isto não é transitório. Vai ser um choque de abastecimento bruto”, disse ao ‘Financial Times’.
Desde que começou a invasão à Ucrânia, os preços do petróleo já registaram subidas acentuadas, pois a Rússia é um dos maiores fornecedores do recurso do mundo e produz cerca de 10% do petróleo que o mundo usa todos os dias.
Recorde-se que o Presidente norte-americano, Joe Biden, já tinha anunciado no início de março um embargo às importações de petróleo e gás russo para os Estados Unidos, em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia.
Numa intervenção na Casa Branca, Biden disse que tal “significa que o petróleo russo não será aceite nos portos dos Estados Unidos”.
Já a União Europeia continua, no entanto, a receber gás russo, pois há países da região particularmente dependentes deste recurso, como é o exemplo da Alemanha que já está a tentar reduzir rapidamente esta dependência através de outros fornecedores. A cimeira da NATO a recorrer hoje pode resultar em novas sanções energéticas.
Neste momento, o Brent segue em queda de 1,4% para 119,94 dólares por barris e o West Texas Intermediate (WTI) cai 1,7% para 112,97 dólares por barril.














