A grafite está a escassear… e é fundamental para as baterias de EV

O aumento da procura por veículos elétricos (EV) impulsiona igualmente a procura de componentes por parte desta indústria. Para além de todos os componentes necessários para a construção de um carro, são essenciais minerais usados nas baterias, como o grafite, que está a escassear.

André Manuel Mendes

O aumento da procura por veículos elétricos (EV) impulsiona igualmente a procura de componentes por parte desta indústria. Para além de todos os componentes necessários para a construção de um carro, são essenciais minerais usados nas baterias, como o grafite, que está a escassear.

De acordo com a Benchmark Mineral Intelligence, haverá um déficit global de grafite a partir de 2022, enquanto que a procura no setor das baterias para EV deverá aumentar em 30% até 2030. Atualmente, a China detém 84% da oferta global deste mineral.



“O grafite processado compreende 95% do ânodo (elétrodo negativo) das baterias de íon-lítio que alimentam os EV, enquanto o cátodo (elétrodo positivo) é feito de vários materiais, como níquel e cobalto”, explica Don Baxter, CEO da Ceylon Graphite, em entrevista ao ‘Electrek’.

O executivo explica ainda que o grafite é e será o material de eleição nas próximas uma ou duas décadas, porque outros materiais apresentam quebras que impedem a sua utilização em baterias.

“100% do grafite processado do mundo vem da China, o que representa um problema significativo na cadeia de abastecimento”, alerta Don Baxter.

O executivo sublinha ainda que a “China está pelo menos uma década à frente do Ocidente em termos de capacidade de produção de baterias e presume-se que eles provavelmente irão querer manter muitos dos materiais para si”.

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