Seja “bica” ou “cimbalino”, o preço do café pode atingir máximo de 10 anos

O Brasil, maior produtor de café do mundo, enfrenta uma situação complicada com os preços a dispararem após uma grande seca e, posteriormente, ao verem 20% das culturas afetadas pela geada. Especialistas estimam que o preço do café possa atingir os níveis mais altos em 10 anos.

André Manuel Mendes

O Brasil, maior produtor de café do mundo, enfrenta uma situação complicada com os preços a dispararem após uma grande seca e, posteriormente, ao verem 20% das culturas afetadas pela geada. Especialistas estimam que o preço do café possa atingir os níveis mais altos em 10 anos.

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Apesar de os especialistas preverem uma redução na produção de café devido aos fenómenos meteorológicos, os produtores ainda não acreditam que a safra do próximo ano seja menos frutífera, revela a ‘Reuters’.

“As chuvas que se seguiram às geadas e à seca produziram uma bela floração, mas agora temos que ver quantas delas vão se transformar em fruto”, disse Ryan Delany, analista-chefe da Coffee Trading Academy LLC dos EUA.

Para elaborar esta análise, os especialistas foram para o terreno contar os frutos para fazerem uma estimativa de produção.

Os futuros do café arábica na Exchange ICE subiram mais de 90% este ano após a seca, geadas e, em seguida, uma escassez global de contentores que prejudicou o transporte. Este aumento dos preços levou a que muitos produtores não vendessem as quantidades de café previamente encomendadas.

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Para os especialistas Judy Ganes e Shawn Hackett, a produção de arábica no Brasil pode rondar os 36 milhões de sacos, uma das menores projeções do mercado. Ganes estima que o valor total no país seja 55 milhões de sacas, longe dos valores de 2020, que atingiu os 70 milhões.

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