De acordo com os dados divulgados esta sexta-feira pela OCDE, Portugal regista uma retoma acentuada da atividade económica, e deixam como nota que as tecnologias digitais podem acelerar o processo de recuperação.
O impacto da pandemia resultou numa retração da economia no ano de 2020, no entanto, a economia tem vindo a recuperar rapidamente, com o apoio das políticas públicas, mas a incerteza quanto às perspetivas permanece elevada.
Apesar desta recuperação, a OCDE revela que a atividade nos setores mais gravemente afetados, incluindo o turismo e a hotelaria, “continua muito aquém dos níveis anteriores à crise”.
As medidas impostas pelo Governo limitaram as perdas de postos de trabalho, tendo a taxa de desemprego no terceiro trimestre de 2021 estado situada nos 6,3%
No entanto, “graças à política monetária favorável na área do euro e a um amplo conjunto de medidas, entre as quais garantias estatais para empréstimos, subsídios, diferimento das obrigações fiscais, bem como a moratória aplicável às prestações de crédito das empresas e famílias afetadas pela pandemia, foi possível evitar um aumento súbito das insolvências e dos incumprimentos de crédito”, revela o relatório da OCDE.
A OCDE alerta ainda que as perspetivas económicas dependem fundamentalmente da evolução da pandemia, e que é necessário que as políticas orçamental e monetária continuem a apoiar a economia até se assistir a uma recuperação consolidada.
Tecnologia digital pode potenciar crescimento
As conclusões do relatório revelam que as tecnologias digitais podem ser verdadeiros catalisadores da recuperação económica, promovendo uma recuperação mais rápida, “estimulando a produtividade e oferecendo soluções inovadoras e adaptadas às mudanças de comportamento induzidas pela pandemia”.
O documento destaca o Plano de Ação para a Transição Digital 2020 que visa combater as clivagens digitais, com foco nos atrasos na difusão tecnológica, sobretudo nas pequenas empresas, que prejudicam o crescimento da produtividade e a inclusão.
Para a OCDE é fundamental dotar a população de competências digitais e de base para “abraçar” a transformação digital, sublinhando que “a falta de competências digitais é particularmente acentuada entre os trabalhadores mais velhos e as pessoas pouco qualificadas”.
Conclui-se ainda que ainda há uma grande margem para aumentar o investimento em tecnologias digitais e ativos intangíveis complementares nas pequenas empresas, e que o seu âmbito de aplicação deverá ser alargado com a implementação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).







