A Associação Business Roundtable Portugal (BRP), composta por 42 líderes de empresas e grupos empresariais, anunciou hoje que vai avançar com “propostas concretas” com vista a colocar Portugal no “top 15 europeu de riqueza per capita”.
Em comunicado, a associação empresarial presidida por Vasco de Mello indica que realizou na segunda-feira, em Lisboa, a segunda reunião plenária e assembleia geral desde a sua constituição, “para debater e aprofundar as conclusões preliminares dos grupos de trabalho que desenvolveram um importante trabalho nas áreas de pessoas, empresas e Estado”.
“Este trabalho desenvolvido nos últimos meses, com o envolvimento de mais de 170 pessoas, entre associados, especialistas reputados e consultoras, numa perspetiva colaborativa, traduziu-se na identificação das principais problemáticas relacionadas com o fraco desenvolvimento económico e social de Portugal, bem como na recolha de informação relevante que conduza à apresentação de propostas concretas”, pode ler-se no comunicado.
De acordo com o documento, as áreas de enfoque incluíram “a atração e retenção de talento; formação profissional; requalificação; crescimento, escala e internacionalização das empresas; justiça; burocracia e licenciamento; regulação; e fiscalidade”.
“No seguimento deste primeiro exercício, a Associação BRP vai agora iniciar o trabalho de definição das primeiras propostas concretas que visem materializar o seu propósito: regressar ao Top 15 europeu de riqueza per capita, tornando Portugal num caso de sucesso de desenvolvimento económico e social a nível mundial”, afirmam os empresários.
A criação da associação BRP foi anunciada em junho, propondo “uma nova ambição para Portugal” e colocar o país no Top 15 europeu da riqueza ‘per capita’.
A BRP, presidida por Vasco de Mello (grupo José de Mello), conta com Cláudia Azevedo (Sonae) e António Amorim (Corticeira Amorim) como vice-presidentes.
Na apresentação da nova entidade, Vasco de Mello declarou que a associação nasceu de um grupo de empresários “preocupados com a falta de crescimento do país”, não tendo qualquer intenção de se substituírem a qualquer confederação ou associação empresarial existente.
No conjunto, as empresas reunidas na BRP – nos setores da agroindústria, automóvel, azeites e óleos alimentares, banca e seguros, construção, cortiça, energia, indústria, madeira, media, papel, químicos/farmacêutica, retalho, saúde, tecnologia/’software’, telecomunicações, têxtil, transportes, logística e mobilidade, turismo, vidro e vinho – representam 82 mil milhões de euros de receitas acumuladas, mais de 45 mil milhões dos quais investidos no estrangeiro, e empregam 382 mil trabalhadores.







