Xavier Ros, Vice-Presidente Executivo de Recursos Humanos e Organização da SEAT S.A., e Julia Sperling, Neurocientista e Global Leader na McKinsey’s Organization Practice foram convidados para o podcast da SEAT S.A., Moving Forward para discutir a diversidade, inclusão e diferentes talentos como um fator para o sucesso empresarial.
Uma sociedade na empresa. “Com mais de 15.000 funcionários, quatro gerações a trabalhar em conjunto, 67 nacionalidades diferentes, 26 línguas e com membros LGBTI+ nas nossas fileiras, somos uma empresa diversificada”, explica Xavier Ros. “Por isso trabalhamos para promover espaços de trabalho onde cada um dos nossos colaboradores se sintam seguro, confortável e valorizado”, acrescenta.
Prosperar com diversidade de talento. A Dra. Sperling, usando a sua experiência como neurocientista, analisou o papel dos preconceitos inconscientes no recrutamento de talentos. “Os preconceitos, conscientes ou inconscientes fazem parte da forma de ver o mundo de cada um, e às vezes é difícil identificá-los e, mais ainda influenciá-los”, explica. “Todos nós os temos e devemos aprender a reconhecê-los, nunca é tarde de mais para os combater”. Neste sentido, “numa empresa tendemos instintivamente a recrutar talentos que nos façam lembrar de nós mesmos, em detrimento de talento mais diferente, mas é justamente esse talento que não se parece tanto com o nosso que nos dará perspetivas diferentes para prosperar”.
Inclusão é sinónimo de sucesso. Nesta linha de pensamento, Ros quis enfatizar que “numa força de trabalho diversificada, será mais fácil atrair talento diversificado”. Segundo a Dra. Sperling, existe “uma correlação direta entre diversidade e sucesso empresarial; as empresas mais diversificadas e inclusivas têm maior probabilidade de superar os seus concorrentes”.
Para Ros, a explicação é simples: “Se os funcionários se sentirem aceites e valorizados, serão mais felizes e dedicados à empresa”. Por isso, “é importante fomentar essa inclusão, independentemente do género, cor de pele, origem ou religião, para que todos tenham a mesma oportunidade de explorar todo o seu potencial”. Ao que a Dra. Sperling acrescenta: “Os grandes líderes pensam da mesma forma, mas os líderes de classe mundial pensam de forma diferente”.













