No ano passado, o Executivo de António Costa reduziu em dez anos a esperança de vida do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS) – a almofada financeira que é suposto ser utilizada quando o sistema de pensões entrar em défices recorrentes, no entanto, passado um largo tempo de pandemia, parece, segundo as estimativas do Governo previstas na proposta para o Orçamento de Estado de 2022, que há mais tempo para respirar antes do “défice na almofada pensionista”.
O projeto do Governo elabora diversas previsões nesta matéria até 2060. “Enquanto em 2021, o Governo previa que os primeiros saldos negativos do sistema previdencial de pensões aconteceriam “no fim da década de 2020”, agora diz que este cenário poderá ocorrer um pouco mais tarde, “no início da década de 2030””, escreve o Público.
O Governo alarga ainda a sobrevivência do FEFSS da segunda metade da década de 40, para o início da década de 50 – cinco anos a mais do que o previsto.




