Presidente da CGD diz que “há uma corrente nacional contra as empresas grandes”

O presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, considerou hoje em Tomar que há “uma corrente nacional contra as empresas grandes”, referindo-se às condições para poderem crescer e desenvolver-se.

Executive Digest com Lusa

O presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, considerou hoje em Tomar que há “uma corrente nacional contra as empresas grandes”, referindo-se às condições para poderem crescer e desenvolver-se.

“Há aqui uma corrente nacional contra as empresas grandes. Nós gostamos muito das micro, gostamos muito das pequenas, nas médias aquilo já começa a ser tolerado, mas então grande é que é um problema”, disse Paulo Macedo hoje no Convento de Cristo, em Tomar, distrito de Santarém, num encontro ‘Fora da Caixa’.

Segundo o líder do banco público, as grandes empresas é que “são maioritariamente exportadoras” e as “que podem fazer mais em termos de investigação”, e quanto às médias o seu objetivo é “ganhar dimensão para poderem competir”.

Paulo Macedo referia-se “ao que caberá ao Governo” em termos de “como é que se está para além do crescimento económico, ou como é que este crescimento económico pode ser corporizado”.

Para o gestor, a questão coloca-se “se estamos a fortalecer as […] instituições, se estamos a tornar a dar condições macroeconómicas, laborais, legislativas, etc, de enquadramento para as empresas poderem crescer e desenvolver”.

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O presidente executivo da CGD frisou precisamente que é no “crescer e desenvolver” que há o “primeiro problema” da referida “corrente nacional contra as empresas grandes”.

Mais à frente na sua intervenção, Paulo Macedo mencionou ainda a necessidade da “estabilidade da legislação” para a melhor captação de investimento, alertando para a questão do englobamento de mais-valias de rendimentos de capital no IRS, proposta no Orçamento do Estado para 2022 (OE2022).

“Questões de estabilidade de legislação é sempre o que toda a gente diz que é desejável, e acreditamos nisso. E mesmo quando não acreditamos, vejam, por exemplo, as oscilações em termos de investimento só por se falar em englobamentos ou não englobamentos”, referiu.

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Paulo Macedo defendeu que “quando se fala tem de se fazer”, ou então “não se faz e não se fala”, porque “toda a gente acha a seguir que se não é desta vez vai ser para a próxima”, disse acerca do englobamento.

“Esta parte da estabilidade legislativa, que nós aprendemos todos na escola que é importante, depois vemos, aqui, em termos práticos, que é algo que inibe claramente as pessoas”, considerou o também antigo ministro da Saúde.

“Isto gera perturbação no investimento”, concluiu.

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