O ex-presidente da petroquímica brasileira Braskem José Grubisich foi condenado na segunda-feira pela justiça nova-iorquina a 20 meses de prisão e ao pagamento de 3,2 milhões de dólares (2,77 milhões de euros) por suborno.
Segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Grubisich, de 64 anos, foi condenado por um “esquema de suborno estrangeiro”.
Em 15 de abril último, José Carlos Grubisich já se havia declarado culpado de dois crimes de suborno e de não ter informado com precisão os seus dados financeiros.
O ex-presidente da Braskem admitiu ter subornado membros do Governo brasileiro para que um projeto da estatal Petrobras fosse desenvolvido pela Braskem, assim como admitiu que falsificou as contas da empresa durante a sua gestão, revistando como legítimos os pagamentos a sociedades fantasma localizadas em paraísos fiscais.
O Ministério Público informa que entre 2002 e 2014, Grubisich, que atuava como diretor executivo da Braskem, dependente do conglomerado brasileiro Odebrecht, esteve envolvido num esquema para subornar funcionários do Governo brasileiro mediante um fundo irregular criado pelo acusado e pelos seus sócios através de contratos fraudulentos e sociedades fantasma em paraísos fiscais controlados pela Braskem.
Como parte do plano, Grubisich e os seus sócios desviaram cerca de 250 milhões de dólares (216,75 milhões de euros) da Braskem para esse fundo.
Em dezembro de 2016, um tribunal de Nova Iorque condenou a Braskem a pagar uma multa de 632,6 milhões de dólares (548,46 milhões de euros), após admitir as acusações contra si.
Já em abril de 2017, outro juiz de Nova Iorque condenou a Oderbrecht a pagar 2,6 mil milhões de dólares (2,25 mil milhões de euros) pelo escândalo de suborno de funcionários de 12 países latino-americanos e africanos.
Esses pagamentos foram feitos em relação a “mais de 100 projetos em 12 países, incluindo Angola, Argentina, Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Peru e Venezuela”, segundo documentos judiciais divulgados na época.














