O petróleo West Texas Intermediate (WTI) continua a segurar os ganhos esta terça-feira, estando a ser negociado em torno da grande resistência de 80 dólares, fixando-se nos 79 dólares às 14h04 de Lisboa.
Embora o apetite do mercado continue significativamente apoiado pela crise de energia na Europa e na Ásia, pode estar iminente uma correção para o petróleo.
Como sublinha a sociedade de investimento ActivTrades, “tecnicamente falando, a desaceleração da tendência após atingir 80 dólares combinada com a divergência de baixa no indicador RSI sugere que uma correção técnica pode ocorrer em breve”.
“Fortes níveis de suporte podem ser encontrados acima de 76,15 dólares e 73,50 dólares, embora esta meta inferior seja improvável de ser alcançada considerando o contexto macro atual”, acrescenta a sociedade investimento em declarações à Executive Digest.
Já os futuros sobre o Petróleo Brent, referência para o mercado europeu continuam em alta, ainda que tenha descido l0,27% às 14h04 de Lisboa, para os 83, 34 dólares, no mercado londrino, depois de ter seguido rumo ao pico, aos 84,08 dólares, às 6h da manhã de Lisboa.
Esta notícia surge numa altura em que a Comissão Europeia pondera adotar um modelo de compra conjunta de ‘stocks’ de gás, entre os 27 Estados-membros de forma a evitar a escassez no futuro, como está a acontecer neste momento.
O órgão executivo liderado por Ursula Von der Leyen pretende que os governos nacionais adquiram e armazenem em conjunto o gás, de forma a evitar futuros choques nos preços.
A Comissão Europeia está pronta para examinar opções para fortalecer a influência da região nas negociações países terceiros.
O articulado da proposta conta ainda com outras iniciativas, como a revisão dos impostos sobre este tipo de matérias e apoios diretos para as famílias e empresas mais carenciadas a nível energético, de acordo com uma fonte do edifício ‘Europa’, citada pela Bloomberg.
Cerca de 20 países já tomaram medidas para amenizar o impacto da crise ou estão em processo de o fazer, de acordo com o documento citado pela agência norte-americana.
A mesma fonte afirma que este programa poderá ser financiado por “leilões governamentais, integrados no mercado europeu das licenças de carbono”. O diploma prevê ainda que os Estados-Membros tenham margem de manobra para nomear “um fornecedor de último recurso”.





