Mulheres são mais propensas a reduzir hábitos de consumo em época de crise, revela BCE

O estudo concluiu que ainda, por exemplo, famílias mais velhas são agora mais propensas a viajar menos vezes para o estrangeiro do que as famílias mais jovens. Em contrapartida, as famílias mais jovens são mais propensas a reduzir o  consumo nos setores da hotelaria e dos serviços.

Fábio Carvalho da Silva

O Banco Central Europeu (BCE) publicou esta quinta-feira uma série de estudos, compilados num só documento intitulado: “The COVID-19 consumption game-changer: evidence from a large-scale multi-country survey”.

Um dos ‘papers’ tenta entender em que medida as características das pessoas e das famílias podem afetar o seu comportamento de consumo, durante uma recessão.

A primeira e a mais clara conclusão deste relatório é que as mulheres “são as mais propensas a reduzir o consumo, em todos os setores, sem distinção”. Ao contrário do género, os analistas descobriram que a idade, no plano individual, não é um fator essencial para definir a mudança deste tipo de comportamento.

No entanto, no plano familiar, a idade é um fator importante que determina os hábitos de consumo, sobretudo para determinados setores.

O estudo concluiu que, por exemplo, famílias mais velhas são agora mais propensas a viajar menos vezes para o estrangeiro do que as famílias mais jovens.

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Em contrapartida, as famílias mais jovens são mais propensas a reduzir o  consumo nos setores da hotelaria e dos serviços.

Rendimento é fator essencial para mudança dos hábitos de consumo

As famílias com mais  rendimentos mais elevados estão mais disponíveis, para reduzir a utilização de transportes públicos, em comparação com o período pré pandemia.

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O inquérito, cujas perguntas são sempre feitas pela negativa e pela via da redução, concluiu ainda que os residentes as famílias da zona euro com mais rendimentos são as que estão menos propensas a abdicar de pequenos luxos como ir ao cabeleireiro.

Independentemente dos rendimentos, o estudo conclui que as áreas em que as famílias vão estar, depois da pandemia, disponíveis para gastar são o turismo, a hotelaria e os transportes públicos.

No que toca aos vários níveis de educação, o ‘paper’ distingue entre três graus “educação baixa, média e alta”, não havendo distinções tão grande em matéria de consumo entre estes três graus, como há por exemplo entre as famílias com baixo e alto rendimento.

Entre as poucas coisas que mudam é de salientar que as famílias com educação média são “os menos propensos a reportar mudanças de consumo no setores de hotelaria e serviços (em comparação com as famílias com baixos estudos)”.

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