O anúncio do novo medicamento da Merck foi o tiro que afundou os preços das ações da Moderna e da BioNTech em 12% e 29,17%, respetivamente, no Nasqad, um dos principais índices bolsistas norte-americanos, às 16h42 de Lisboa.
Já as ações da Novavax, que está a desenvolver a sua própria vacina contra a covid-19, sofreram uma queda de 26%, enquanto a Pfizer e Johnson & Johnson conseguiram atenuar as perdas, com quedas de apenas 3% e 2%, respetivamente.
As ações da gigante farmacêutica Merck subiram 7,04%, para os 82,73 dólares no The New York Stock Exchange, no mercado norte-americano, depois de a empresa ter anunciado que quer pedir autorização para uso de emergência do seu medicamento antiviral oral contra a Covid-19, depois deste ter mostrado “resultados promissores” em ensaios clínicos. Às 15h41 de Lisboa o preço das ações desceram para os 82,15 dólares.
A Merck, quer pedir autorização para uso de emergência do seu medicamento antiviral oral contra a Covid-19, depois deste ter mostrado “resultados promissores” em ensaios clínicos, avança a ‘Reuters’.
O medicamento, molnupiravir, reduziu o risco de hospitalização ou morte em cerca de 50% para pacientes com casos ligeiros ou moderados de Covid-19, anuncio as empresa esta sexta-feira. O fármaco é administrado por via oral e atua ao inibir a replicação de Covid-19 no organismo.
Uma análise provisória de um estudo de fase 3 descobriu que 7,3% dos pacientes tratados com molnupiravir foram internados em 29 dias. Essa percentagem aumenta para 14,1% naqueles que receberam o placebo, o que mostra a eficácia do medicamento. Neste último grupo, acrescem ainda oito mortos que não se registaram no primeiro.
Todos os 775 participantes do ensaio tiveram Covid-19 sintomático confirmado em laboratório e receberam aleatoriamente molnupiravir ou um placebo dentro de cinco dias após o início dos sintomas.
Todos os participantes não estavam vacinados e tinham pelo menos um fator subjacente que os colocava em maior risco de desenvolver um caso mais grave da doença. Os fatores de risco mais comuns incluem obesidade, idade acima de 60 anos, diabetes e doenças cardíacas.
A eficácia do molnupiravir não foi afetada pelo momento do início dos sintomas ou pelos fatores de risco subjacentes dos pacientes, de acordo com o estudo. O fármaco também provou ser consistentemente eficaz no tratamento de todas as variantes de Covid-19, incluindo a Delta, amplamente dominante e altamente transmissível.
Os eventos adversos foram comparáveis em ambos os grupos molnupiravir e placebo, com cerca de 10% a reportar esses efeitos. Apenas 1,3% do grupo do molnupiravir interrompeu o tratamento devido a um evento adverso – menos do que 3,4% do que no grupo do placebo.










