Reina a discórdia entre os especialistas em finanças sobre a nova estratégia do BCE para a Inflação

Cerca de 46% dos financeiros disseram que a nova estratégia não influenciou as suas perspetivas, com 5% a esperarem taxas de juro ainda mais baixas.

Fábio Carvalho da Silva
Reina a discórdia entre os especialistas em Finanças, sobre a nova política monetária do Banco Central Europeu (BCE) e sobre o seu impacto na economia do bloco. Segundo uma sondagem realizada pelo Instituto alemão ZEW, 54% dos entrevistados acredita que a nova política monetária do BCE pode acelerar as previsões para 2023, em 0,4 pontos percentuais.
Cerca de 46% dos financeiros disseram que a nova estratégia não influenciou as suas perspetivas, com 5% a esperarem taxas de juro ainda mais baixas.

Em julho, o BCE reviu a sua meta de inflação e subiu para 2%, admitindo ainda margem para ser ultrapassada, em períodos transitórios.

Em comunicado, o BCE avança que decidiu substituir a sua atual meta de inflação, definida como um valor “abaixo mas próximo de 2%”, por uma meta mais simples, de apenas 2%.



A entidade liderada por Christine Lagarde esclarece que o objetivo de 2% é totalmente simétrico, ou seja, que os desvios negativos e positivos da inflação face ao objetivo são igualmente “indesejáveis”.

No entanto, os desvios temporários para cima de 2% são “toleráveis” pelo BCE, tais como aqueles que se preveem que possam acontecer durante a segunda metade deste ano.

Esta foi a primeira revisão estratégica do banco central desde 2003.

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